terça-feira, 15 de dezembro de 2015

COMEMORE COM MODERAÇÃO!

O fim de ano está chegando e trazendo a reboque várias confraternizações, comemorações e momentos especiais. Essa é a hora de reunir os familiares, os colegas de trabalho, os amigos de longa data e celebrar mais um ano que chega ao fim. É a hora de rever pessoas especiais, de estar perto de quem gostamos, mas que, devido à correria do dia a dia, nem sempre é possível!
Sem sombra de dúvidas, dezembro é a época mais festiva do ano. Mas como tudo que é bom, ele também tem seus probleminhas. Um deles é nos tirar da dieta. Afinal, quem é capaz de resistir a tantas guloseimas? E o outro? O outro problema é fazer com que gastemos além da conta.
Com tantos almoços, jantares e amigos secretos, fica difícil não extrapolar o orçamento. É cota para comida, cota para bebida, comprar presente daqui, comprar presente dali e, quando se menos espera, seu cartão de crédito já extrapolou todos os limites. A grande questão é: como fazer para que isso não aconteça? Como aproveitar o fim do ano sem gastar além do que deve?
Antes de qualquer coisa, é importante ter em mente que o mais importante é estar na companhia de pessoas de quem se gosta e vivenciar momentos especiais. A comida, a bebida e os presentes são secundários. Muita gente confunde comemoração com ostentação. Assim, acabam agendando os encontros para os locais mais caros da cidade e gastam uma pequena fortuna em presentes. Se você quer se reunir com seus amigos, mas não quer gastar muito para isso, existem algumas medidas que podem ser adotadas.
A primeira delas é conversar com os organizadores das confraternizações das quais pretende participar e sugerir que escolham ambientes mais acessíveis. Assim, você e todos aqueles que estão apertados financeiramente, poderão participar sem peso na consciência. Tenho certeza que irão entender e acatar sua sugestão.
Uma segunda medida a se tomar é tentar evitar os amigos secretos, afinal, o principal presente que todos podem receber é a sua presença. A troca de presentes é secundária. Caso não queiram acatar sua sugestão, sugira uma troca de livros usados. Assim, todo mundo recebe um belo presente sem precisar gastar nada.
Por último, tente selecionar as confraternizações que realmente são importantes para você. Sei que  a tentação de estar em todos os eventos e não fazer desfeita com ninguém é grande, mas, convenhamos, ninguém precisa participar de oito, dez eventos. É encontro do pessoal da empresa, dos amigos da época de colégio, do pessoal da faculdade, do futebol no final de semana, da família, dos melhores amigos... é confraternização que não acaba mais.
Desse jeito, não tem dieta e orçamento que aguentem. Se você tiver uma namorada, namorado ou for casado, é provável que esse número dobre. Afinal, se não bastasse as suas confraternizações, você terá que ir para as da pessoa amada também.
A melhor época do ano está apenas começando. Não deixe que a falta de dinheiro te impeça de se divertir e aproveitar esses momentos tão importantes e também não permita que tais momentos te criem complicações financeiras que irão estragar as suas comemorações. Equilíbrio e parcimônia são sempre bem-vindos.
Boas festas!

Samuel Magalhães é Consultor Financeiro, Palestrante, fundador do Portal www.invistafacil.com e do instagram @oinvestidor.

COMO ANDA SUA SAÚDE FINANCEIRA?

Qual foi a última vez que você fez um check-up financeiro? Para muitos, a resposta é: NUNCA! Não por acaso, temos uma parcela tão expressiva da nossa população sofrendo de doenças financeiras.
Talvez você esteja se perguntando: dinheiro tem a ver com saúde? Tem... e muito! Pessoas que possuem uma vida financeira equilibrada, com poucas dívidas e que conseguem honrar seus compromissos em dia possuem uma propensão muito menor a sofrer dos inúmeros problemas ocasionados pelo desequilíbrio financeiro.
Stress, fadiga, dificuldade de se concentrar no trabalho, baixa produtividade... esses e muitos outros problemas são consequência de uma vida financeira desregrada e repleta de dores de cabeça.
Em um mundo que tudo e todos giram em torno do dinheiro, não obter êxito na seara financeira pode causar um problema tão ou mais grave do que os já citados: a baixa auto estima. Numa sociedade que nos avalia pelo ter e não pelo ser, ter menos do que se gostaria pode trazer graves prejuízos para a auto estima das pessoas. E alguém com a confiança abalada, certamente obtém resultados muito aquém daqueles do seu potencial. Não é isso que você que para sua vida, é?
De vez em quando, as “doenças” são inevitáveis, mas a maior parte do tempo, estar saudável financeiramente depende somente de nós e mais ninguém. E, acredite você ou não, estar com a saúde em dia é mais fácil do que se pode imaginar.
Antes de sair por aí tomando os remédios que você acha que precisa, o primeiro passo é fazer um diagnóstico – igual o médico faz no paciente – para descobrir qual seu estado atual e, caso você esteja doente, quais as causas dessa doença. Pronto! Agora, você já tem uma melhor noção dos seus problemas e sabe a melhor forma de solucioná-los.
Feito isso, você precisa entrar na primeira etapa do “tratamento”. Nela, você irá organizar sua situação financeira e elaborar seu planejamento. Independente do tamanho do seu problema, sempre há uma solução. Descobri-la passa, necessariamente, pelas duas etapas listadas.
Depois que você já se organizou e planejou o que irá fazer para melhorar a sua saúde financeira, agora é hora de ir para a etapa mais importante: executar.
Você já descobriu a doença – diagnóstico - , descobriu o remédio – organização – e comprou o remédio – planejamento - , agora é a hora de efetivamente tomar a medicação – execução. Caso você não cumpra essa última etapa, todas as outras terão sido em vão.
Sem sombra de dúvidas, a execução é o mais difícil! É nela que você irá descobrir até que ponto está disposto a mudar seus hábitos. O remédio é amargo. Tomá-lo disciplinadamente até ficar bom não é fácil. A tentação para deixá-lo de lado ou diminuir a dosagem é grande.
Até que ponto você está disposto a tomar esse remédio? Até que ponto você está disposto a cuidar da sua saúde financeira? Até que ponto você está disposto a fazer o que for preciso para construir um 2016 com menos problemas e mais soluções?
Sua saúde financeira dependerá das respostas que você der as perguntas que a vida te impõe. Só não esqueça que, sem saúde, todo o resto se torna secundário. Vai cuidar da sua saúde financeira ou não?

Samuel Magalhães é Consultor Financeiro, Palestrante, fundador do Portal www.invistafacil.com e do instagram @oinvestidor.

COMECE COM O QUE TEM!

Nessas últimas semanas, tenho recebido muitas perguntas dos leitores sobre investimentos. Uma parte significativa delas é a respeito da “quantia ideal para investir”. Qual o mínimo que preciso ter para iniciar no mundo dos investimentos? Tenho pouco dinheiro, vale a pena investir mesmo assim?
O que você, caro leitor, precisa entender é: não existe quantia ideal, muito menos mínimo para investir. Essa resposta vai variar de pessoa para pessoa, de perfil para perfil, de investidor para investidor. O que posso te dizer é: o momento perfeito nunca existirá e, se você ficar esperando que ele chegue para começar a investir, é provável que você passe sua vida inteira sem investir um real sequer.
Como saber então se você está apto a começar a investir? Se você está com todas as suas contas em dia e já possui uma reserva financeira para imprevistos – que deveria ser pelo menos três meses do seu atual custo de vida – você está apto a investir.
Logicamente, estou me referindo à questão meramente monetária aqui. Para se tornar um investidor de sucesso, você terá que adquirir algum conhecimento na área e para isso precisará dedicar um pouquinho do seu tempo para aprender  a investir corretamente seus recursos, no entanto, também não espere dominar o assunto para iniciar...isso pode levar tempo demais.
O que você, eu e quem mais tiver interesse em investir precisamos fazer para nos tornarmos investidores é começarmos com o que temos. Se você tem pouco dinheiro, comece com pouco. Se você não manja muito do assunto, estude mais e comece a colocar em prática o que aprendeu. Quanto mais cedo iniciarmos nossas aplicações, mais tempo teremos os juros trabalhando a nosso favor e engordando nosso bolo.
Independentemente da sua idade, dos seus objetivos, do seu nível de conhecimento acerca do mercado financeiro e até mesmo de quanto você tem disponível para iniciar seus investimentos, não adie essa decisão! Pelo menos, não adie por muito tempo.
Há um velho ditado que diz que o feito é melhor do que o perfeito. Em outras palavras, é melhor iniciar a investir agora, enquanto tem pouco dinheiro e conhecimento mínimo do que esperar um amanhã com muitos recursos e conhecimentos que você nem mesmo sabe se chegará! O dia de começar é hoje e as condições ideais são exatamente as que você possui neste momento.
Nós, brasileiros, adoramos procrastinar. Sempre damos um jeitinho de deixar para amanhã aquilo que deveríamos fazer hoje. Apesar de não parecer, essa é uma característica que impacta nossas vidas de uma maneira muito negativa nos mais diversos aspectos e no âmbito financeiro não é diferente.
Se você estava na dúvida sobre a hora certa para iniciar, essa dúvida não existe mais. A hora é agora! Lembre-se: o pouco de hoje, será o muito de amanhã, basta para isso que você invista seu capital corretamente e, principalmente, tenha a paciência necessária para permitir que o tempo faça o seu trabalho e efetue o poder da multiplicação sobre o que você possui hoje, através dos juros compostos. E da próxima vez que surgir a dúvida sobre as condições necessárias, não esqueça: Comece com o que você tem!

Samuel Magalhães é Consultor Financeiro, Palestrante, fundador do Portal www.invistafacil.com e do instagram @oinvestidor.

O QUE FAZER COM O 13º?

O fim de ano está chegando e com ele muita coisa boa: natal, presentes, ceia, réveillon, festas, férias e, claro, o décimo terceiro salário. Dinheiro é sempre bem-vindo e quando ele chega justamente quando temos presentes para comprar e tempo para gastar melhor ainda.
Esse é o pensamento que certamente passa pela cabeça de boa parte dos brasileiros que já recebeu ou está prestes a receber sua gratificação extra. Não posso culpá-los. Nada mais natural que associar dinheiro a consumo, ainda mais em um período em que todos estão comprando de tudo e as lojas não param de anunciar suas “Ofertas Imperdíveis”.
Infelizmente, esses brasileiros que não veem a hora de por as mãos no décimo terceiro são os mesmos que estão com dívidas até o pescoço. Passaram o ano todo parcelando as compras no cartão até que uma hora essas parcelas pararam de caber no bolso. Resultado? Dívidas, dívidas e mais dívidas.
Se esse é seu caso, não pense duas vezes, destine essa graninha a mais para ajudar a quitar as dívidas e equilibrar seu orçamento. Sei que é difícil abrir mão das tentações que o fim de ano nos impõe, mas acredite, lá na frente você agradecerá por ter tomado a decisão correta.
Ninguém gosta de não poder comprar presentes, ter que adiar a viagem com a família, ter que diminuir a quantidade de saídas e os valores gastos cada vez que se sai de casa, mas, mesmo sem gostar, é isso que você precisa fazer para colocar suas finanças nos eixos.
2016 está chegando e junto com ele a esperança de um futuro melhor. Novos projetos, novas possibilidades, ano novo, vida nova. Nada melhor do que aproveitar esse momento de transição para reorganizar sua vida em todos os aspectos, inclusive no financeiro.
Tire o tempinho que te resta ainda esse ano para colocar as contas em dia, renegociar dívidas, se preparar para as muitas despesas que estão a sua espera logo em janeiro. Enfim, fazer tudo que for necessário para que o ano que está por vir seja melhor do que este que está terminando.
O décimo terceiro, dificilmente, resolverá todos os seus problemas. Nem por isso, deixe de utilizá-lo para te ajudar nessa caminhada. Ruim com ele, pior sem ele. Não abara mão desse importante recurso em troca do consumo de alguns bens dos quais você nem mesmo precisa. Sei que essa não é uma decisão fácil, mas afinal, o que na vida é fácil?
Quer que o próximo ano seja melhor do que este? Construa essa melhora! Ela começa por mudar seus hábitos financeiros, dentre eles, a maneira que você utiliza seu décimo terceiro. Não espere entrar o ano para começar a planejar seu futuro. Se quiser colher resultados amanhã, você precisa começar a mudar hoje.
A escolha é sua! O poder está em suas mãos. Saiba que da mesma maneira que seus resultados atuais são fruto do que você plantou algum tempo atrás, seus resultados futuros serão fruto do que você está plantando hoje. Se você já sabe o que quer colher no futuro, você também sabe o que deve plantar no presente.
Use seu décimo terceiro com consciência, seu bolso agradece.

 Samuel Magalhães é Consultor Financeiro, Palestrante, fundador do Portal www.invistafacil.com e do instagram @oinvestidor.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

ERRO NOSSO DE CADA DIA

Ao longo da nossa vida financeira, cometeremos incontáveis erros. Erros ao gastar, erros ao poupar, erros ao investir. Erros, erros e mais erros. Olhando assim, você pode até se assustar e pensar que, com tantos erros nessa trajetória, seu futuro  financeiro corre sérios riscos, certo? Mas não é bem assim.
O primeiro ponto que precisamos entender é: por que erramos tanto? Para essa pergunta, existem duas respostas. A primeira, e mais óbvia, é que não estamos capacitados para acertar. A esmagadora maioria da nossa população não tem, nunca teve e, dificilmente, terá acesso à educação financeira. Conceitos básicos como orçamento, poupança, inflação, juros, dentre outros, não passam de “economês” para muita gente. Não por acaso, essas pessoas acabam metendo os pés pelas mãos quando o assunto é dinheiro.
A segunda razão pela qual cometemos tantas falhas nessa área da vida é que, diariamente, somos submetidos a tomar decisões monetárias. Aonde fazer o supermercado? O que comprar? Em qual quantidade? Comprar aquela camisa linda ou não? À vista ou a prazo? Essas e muitas outras escolhas estão presentes no nosso cotidiano. Até aí, nenhum problema. O problema é não estar preparado para fazer as escolhas corretas. Resultado? Uma sucessão de más escolhas.
Imagine um aluno que entende muito pouco de uma matéria e todo santo dia é submetido a uma prova da disciplina. O que irá acontecer com ele? Tirar um monte de notas baixas. Afinal, todo dia é uma prova de um conteúdo que ele desconhece, certo? Com as nossas finanças acontece da mesma maneira. Diariamente, tomamos decisões ruins, simplesmente porque não nos capacitamos para tomar as decisões corretas e, mesmo assim, as provas não param de chegar.
Como você já deve ter percebido, quer você goste ou não, quer você saiba da matéria ou não, as provas serão realizadas quase que diariamente. Ou seja, se não é possível livrar-se delas, a única solução que nos resta é nos capacitar para tirar boas notas. E os erros cometidos até aqui podem te ajudar bastante nesse aprendizado.
Se você errou é porque já fez e não deu certo. Você pode até ainda não saber o que fazer, mas é provável que já saiba muitas coisas que não deve fazer com o seu dinheiro. O que não comprar, aonde não investir, todos esses “nãos” podem te ajudar a chegar ao sim. Para isso, cabe a você se preparar adequadamente para encontrar essa resposta.
Quanto aos erros do passado, você nada pode fazer, a não ser utilizá-los como aprendizado para o seu futuro. Não importa a sua idade, você ainda tem uma vida inteira pela frente. Tomar as decisões adequadas ao administrar seus recursos irá te ajudar a atingir seus objetivos. Para que isso se torne real, a única coia que você precisa fazer é dedicar um pouco do seu tempo a adquiri a habilidade de lidar melhor com seu dinheiro.
Sei que muita gente tem calafrios quando se trata de finanças, poupança e investimentos. Se esse é o seu caso, não tem problema. Esqueça a matemática, esqueça os números! Aprender a lidar com seu dinheiro tem a ver com seu futuro, com seus objetivos, com seus sonhos, com o seu propósito de vida.
Acima de qualquer outra coisa, os erros podem te ajudar a construir um futuro melhor e mais promissor do que foi seu passado. Pense nisso! E aprenda com eles.

Samuel Magalhães é Consultor Financeiro, Palestrante, fundador do Portal www.invistafacil.com e do instagram @oinvestidor.

VOCÊ ESTÁ DISPOSTO A PAGAR O PREÇO?

Diariamente, sou questionado por pessoas de todo o país sobre: “O que fazer para enriquecer?”.  A maior parte delas espera receber uma fórmula mágica, uma receita de bolo ou dica infalível que irá torná-las ricas quase que instantaneamente.
Todo mundo quer ter uma conta bancária gorda, um carro importado, uma casa de luxo, mas quase ninguém está disposto a pagar o preço. Quando eu falo em pagar o preço, não estou me referindo ao valor monetário que será gasto para a aquisição de cada um desses bens.
Pagar o preço significa, antes de tudo, estar disposto a fazer o que for preciso para alcançar os seus objetivos, independentemente do quanto esforço e tempo isso exigirá de você.  O preço, portanto, não é medido em reais ou dólares, mas sim em horas de dedicação.
Warren Buffett já dizia: “Se você está sentado na sombra agora é porque alguém  plantou uma árvore há muito tempo atrás.”. O que a maioria das pessoas não se dá conta é que, salvo raríssimas exceções, caso queiramos desfrutar da sombra, precisamos plantar nossa própria árvore.
Vejo muita gente que fica esperando os familiares, os amigos e até mesmo os chefes ajudarem a plantar a tal da árvore. Se esse é seu caso, sugiro que trate de comprar um protetor solar, pois se depender dessa sombra, você passará o resto da sua vida embaixo do sol.
Eu, você e cada uma das pessoas que está lendo esse texto agora somos responsáveis pela nossa vida, pelo nosso futuro, pelos nossos resultados e, claro, por plantar a nossa própria árvore.
Tem uma frase que gosto de utilizar nas minhas palestras que diz assim: “Existe uma coisa que ninguém pode fazer por você: a sua parte.”. Essa frase trás consigo uma verdade poderosa e incontestável: nós somos os responsáveis pelo que acontece conosco.
Infelizmente, muitas pessoas tentam fugir dessa realidade como forma de se auto sabotar. O que essas pessoas conseguem não é nada mais do que obter resultados medíocres e passar a vida esperando por um golpe de sorte na loteria ou por um tio podre de rico falecer e o deixar como único beneficiário.
Essas pessoas gostariam de ser ricas, afinal, quem não gostaria? Mas certamente, elas não estão dispostas a se esforçar para atingir seus objetivos profissionais e financeiros.  Como tudo na vida, tal postura trás consequências. Dentre elas, podemos citar um futuro profissional sem grandes conquistas e uma vida financeira repleta de limitações e com poucos sonhos realizados.    
Talvez você esteja se perguntando: “Mas é fácil conseguir tudo que eu quero?”. Claro que não! Afinal, o que é fácil hoje em dia? Mas uma coisa eu te digo, apesar das dificuldades, vale a pena.
Agora eu te pergunto: Você está disposto a pagar o preço?
Samuel Magalhães é Consultor Financeiro, Palestrante, fundador do Portal www.invistafacil.com e do instagram @oinvestidor.



segunda-feira, 9 de novembro de 2015

VOCÊ JÁ POUPOU HOJE?

Você deve estar cansado de saber que 31 de outubro é o Dia do Halloween, certo?  O que provavelmente você –e a maioria dos brasileiros- não sabe é que esse é também o Dia da Poupança.
Infelizmente, a grande mídia enfoca mais a primeira comemoração do que a segunda. Por quê? Não faço a menor ideia. Nada contra as bruxas, fantasias, doces ou travessuras, mas convenhamos, a poupança deveria ter um destaque maior.
É por essa falta de cultura, de interesse, de informação e de tantas outras coisas que vivemos em um país que não tem cultura poupadora. Poupar dinheiro, mais do que um hábito, mais do que uma mera decisão financeira é um sinal de consciência social para consigo e com os outros a seu redor.
Muitas pessoas cometem o equívoco de ver a poupança como um mero luxo: “Se eu puder, eu poupo!”. Se puder? Ora, você tem que dar um jeito de poder. É o seu futuro e o futuro daqueles à sua volta que está em jogo e isso, certamente, não parece ser um luxo, mas sim uma necessidade e, como tal,precisa ser priorizada.
Economizar dinheiro não é meramente uma decisão econômica. Não é apenas abdicar do consumo de alguma coisa hoje para consumir mais dela amanhã. Economizar é, sobretudo, desenvolver a consciência da importância de planejar o futuro.
Precisamos estar financeiramente preparados para as oportunidades e adversidades que encontraremos ao longo da vida. Ter um fundo de reserva é a melhor maneira de superar os momentos ruins e conseguir aproveitar os bons momentos que estão por vir.
Evidentemente, iniciar um plano de poupança requer organizar sua vida financeira, abrir mão do consumo de algumas frugalidades do dia a dia, mas, acima de tudo, requer atitude. Atitude para realmente começar, independente do quão difícil ou dolorosa possa ser essa decisão.
Você pode até começar uma poupança sem entender muito de finanças e até mesmo sem ter seu orçamento organizado, mas você jamais, eu disse, jamais irá conseguir poupar, caso não esteja fortemente engajado nesse propósito. E para que haja esse engajamento é preciso, antes de qualquer coisa, que se tenha consciência da importância da poupança para a sua vida, para o seu futuro.
O sonho de enriquecer que cada um de nós tem em maior ou menor grau passa, em boa medida, pela nossa capacidade de poupança. Conseguir guardar parte dos nossos rendimentos mensalmente é imprescindível para construir essa riqueza, afinal, só fica rico quem investe e só investe quem poupa.
Se você ainda não começou a fazer sua poupança, trate logo de comprar seu cofrinho. Não subestime o poder das pequenas economias. De moeda em moeda é que se engorda o cofre. E se o seu está passando fome, trate de alimentá-lo ainda hoje. Saiba que é assim, passo a passo, moeda a moeda que se constrói uma vida financeira próspera.
Escolher entre doces ou travessuras é fácil! Difícil mesmo é a escolha entre comprar ou poupar. Porém, as escolhas mais importantes da vida não são fáceis mesmo. Cabe a você decidir o que quer para o seu futuro.

Samuel Magalhães é Consultor Financeiro, Palestrante, fundador do Portal www.invistafacil.com e do instagram @oinvestidor.

E SE O BRASIL NÃO ACABAR?

A cada novo dia, mais e mais fatos negativos acerca da realidade brasileira surgem nos nossos noticiários. Televisões, rádios, jornais e revistas não nos deixam esquecer  que estamos vivendo uma crise. Uma crise econômica, uma crise política, uma crise, acima de tudo, de valores morais.
Estamos perdidos em meio ao caos, acuados entre o fogo cruzado de Brasília. O executivo manda bala no legislativo que, por sua vez, revida o fogo vindo daquele. Os governantes que até outrora eram aliados, passaram a ser rivais.
Vivemos em um país submerso na corrupção e incompetência dos governantes, no qual um ex-presidente que foi tirado do poder volta como Senador e baluarte da moral e dos bons costumes. Um país no qual a presidente da República, o presidente da Câmara e do Senado são, na melhor das hipóteses, pessoas de caráter duvidoso e que só conhecem preceitos éticos dos livros de filosofia que leram na faculdade – se é que o leram.
Enquanto Brasília submerge diante do maior escândalo de corrupção da história do Brasil e talvez até mesmo do mundo, nossa excelentíssima presidenta – com p minúsculo mesmo - , chegou ao absurdo de dizer que “não houve corrupção no meu Governo”. Como assim?
Tudo isso fez com que nossa economia fosse se deteriorando pouco a pouco, até chegarmos aonde estamos hoje. Desemprego, recessão, taxa de juros elevadas, inflação, enfim...pior mesmo, só se a gente fosse a Venezuela!
Saúde, educação, segurança, estradas, portos, aeroportos...tudo é superfaturado e nada funciona. Vivemos em um país em que as pessoas querem estar no poder para se servir do povo e não para servir ao povo.
Em meio a esse cenário de caos pré-apocalíptico, nada mais natural do que muitos acreditarem que o país não terá condições de superar essas adversidades que se impuseram no caminho e que irá sucumbir em meio a tantos problemas.
No entanto, a história nos mostra que são justamente em momentos em que as coisas estão à beira do precipício, que os problemas parecem sem solução e que os desafios dão a impressão de serem grandes demais para superarmos é que conseguimos verdadeiramente mostrar a força do nosso povo e dar a volta por cima.
Não é de hoje que venho dizendo que o caos que se instalou no país e a conjuntura atual para lá de desfavorável trás consigo excelentes oportunidades. Oportunidade para quem sempre sonhou em ter o seu negócio próprio tirar o projeto do papel, oportunidade para quem sempre deixou o dinheiro parado na poupança começar a investir. Oportunidades, oportunidades e mais oportunidades.
Talvez você esteja perguntando: Mas e a crise? Vou abrir meu negócio justamente quando todos os outros estão fechando? Vou começar a investir quando a Bolsa está sofrendo perdas sucessivas? Sim você vai!
Se você quiser ganhar dinheiro é exatamente isso que tem que fazer. Afinal, ir para onde leva a maré nunca fez ninguém descobrir uma ilha paradisíaca, muito menos encontrar excelentes oportunidades de ganhar dinheiro.

Samuel Magalhães é Consultor Financeiro, Palestrante, fundador do Portal www.invistafacil.com e do instagram @oinvestidor.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

TÃO IMPORTANTE QUANTO PLANEJAR É EXECUTAR

Em artigos anteriores, já falamos exaustivamente a respeito do planejamento e sua importância para a vida financeira das pessoas. Mostramos aqui, através de exemplos práticos, de que forma o bom planejamento pode auxiliar a construção de um futuro mais próspero.
Hoje, porém, vamos deixar esse tema de lado e falar de algo tão relevante quanto: a execução. Planejar é importante, planejar ajuda, mas planejamento sem execução é perda de tempo. Por isso, senti-me na obrigação de, após tantos artigos dissertando sobre o planejamento, escrever um que abordasse o passo seguinte.
Em se tratando de finanças, as pessoas costumam cometer dois erros básicos. O primeiro é não planejar sua vida financeira, seu orçamento, suas decisões de consumo, suas metas, etc. E o segundo erro é não executar o planejamento quando esse é feito.
Agora me responda, qual a diferença entre não elaborar um plano e elaborar um plano e não executá-lo? Isso mesmo: nenhuma! Quem não coloca em prática aquilo que planejou está fadado a ter os mesmos problemas que aquele que nem sequer se deu a esse trabalho.
Evidentemente, entre o ato de planejar e o de executar esse planejamento existe uma série de variáveis. Muitas vezes, pode ser que as coisas não saiam exatamente como você gostaria. É bem possível que alguns aspectos fujam do seu controle e que você precise reformular aquilo que já havia planejado, afinal de contas, imprevistos surgem em todas as áreas da vida, com as finanças não seria diferente.
Independentemente de qualquer variável, o importante é que você possa efetivamente executar o seu planejamento. Por mais que ele tenha sofrido modificações, por mais que você não possa fazer tudo que deveria, nem da maneira que deveria, o importante é fazer.
Como diria o ditado: “O feito é melhor do que o perfeito.” E já que a perfeição é uma utopia, cabe a nós executar da melhor maneira possível, com os recursos que temos disponíveis, o nosso planejamento. Mas nunca, jamais, em hipótese alguma, abra mão dessa execução.
É possível alcançar o sucesso financeiro sem se planejar, mas impossível alcançá-lo sem pôr a mão na massa. Tentar, errar, aprender, aperfeiçoar e, dessa forma, ir melhorando a gestão da sua vida financeira.
Se suas finanças estão uma bagunça, chegou a hora de mudar isso de uma vez por todas. Tire um tempo para colocar a casa em ordem e planejar seu futuro financeiro. Mas não se esqueça, o mais importante é o que virá depois disso, quando você começará, enfim a realizar aquilo que planejou.

Samuel Magalhães é Consultor Financeiro, Palestrante, fundador do Portal www.invistafacil.com e do instagram @oinvestidor.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

SEJA UM CINETISTA DOS INVESTIMENTOS

Diariamente, pessoas que investem ou pretendem investir me procuram para tirar dúvidas e pedir orientações sobre investimentos. A maioria delas ainda não tem muita familiaridade com o mercado financeiro e querem saber como devem agir, o que devem fazer para obter sucesso nessa empreitada.
Uma das analogias que eu gosto de usar para tentar exemplificar de forma clara e eficaz o que elas devem fazer para atingir esse objetivo é a analogia do cientista. Um investidor tem que agir como um cientista.
Um cientista nunca se contenta com o conhecimento que tem, nem com os feitos realizados.Não importa quão longe ele tenha chegado ou quão famoso ou rico ele tenha ficado por suas descobertas, o cientista está sempre aprendendo com o que já fez e em busca de criar soluções ainda mais relevantes no futuro.
Para isso, ele pesquisa, analisa, testa, retesta, erra, aprende, erra de novo, aprende mais uma vez e assim, de erro em erro, de aprendizado em aprendizado, ele vai se tornando um cientista cada vez melhor e, por conseguinte, obtendo resultados cada vez melhores.
Não importa quantos anos de experiência um cientista tenha, nem mesmo quantos mestrados, doutorados e pós-doutorados. Um bom cientista sabe que não importa o quanto ele sabe, ainda resta muito a saber.
Mais do que um sábio, um cientista é, acima de tudo, um grande aprendiz! Ele aprende com os próprios erros, aprende com os erros dos outros e, pasme você, consegue aprender até mesmo quando acerta.
Para se tornar um bom investidor você precisa agir da mesma maneira que os cientistas. Tentando, errando e aprendendo. Aos poucos, você perceberá que esse aprendizado te tornará um investidor mais competente. E investidores competentes ganham mais dinheiro do que aqueles que são medianos, afinal, esses, muitas vezes, nem dinheiro ganham.
Assim como tudo na vida, ser bom em alguma coisa requer esforço. Para se tornar um bom investidor, você precisa dedicar seu tempo a aperfeiçoar-se na área. Da mesma forma que um cientista não nasce pronto, um investidor também não. A diferença é que as pessoas acham que pelo fato de investir não ser sua profissão, elas não precisam se dedicar aquilo. Errado!
Seu sucesso nos investimentos dependerá do seu desenvolvimento enquanto investidor e a melhor maneira de você conseguir ser um grande investidor é seguindo a mesma trilha que um cientista segue.
Seja um cientista dos investimentos. Você perceberá como isso irá te ajudar a investir seu dinheiro de maneira correta e, consequentemente, obter os resultados almejados. Só não esqueça de fazer o que os grandes cientistas sempre fazem: Tentar, errar, aprender...e ganhar dinheiro ao longo do caminho.

Samuel Magalhães é Consultor Financeiro, Palestrante, fundador do Portal www.invistafacil.com e do instagram @oinvestidor.

COMPRAR OU NÃO COMPRAR?

Quem nunca contraiu uma dívida que jogue a primeira pedra! Vivemos na sociedade do consumo. Na televisão, nos jornais, rádios, outdoors e ultimamente até em elevadores e banheiros de estabelecimentos comerciais, deparamo-nos com a tal da propaganda.
É bem verdade que esse excesso de divulgação, apesar de gerar uma grande poluição visual e sonora à cidade, acaba surtindo cada vez menos efeito nas nossas decisões de compra. É tanta mídia que já estamos blindados da maioria dos comerciais. Os outdoors agora já fazem parte do visual da cidade, e como tal, acabam passando despercebidos, afinal, são só mais um elemento da nossa paisagem urbana.
Percebendo que a publicidade tradicional já não estava surtindo o efeito de outrora, os publicitários não perderam tempo e trataram de encontrar novos meios para fisgar os consumidores. Eis então que surge o marketing digital para revolucionar o mercado de publicidade. Eu te deixo então uma pergunta: Qual foi a última vez que um outdoor influenciou sua decisão de compra? E qual foi a última vez que o Google fez isso? A bola da vez parece ser realmente o marketing digital.
Surgiu o jornal, daí surgiu a publicidade em jornal; surgiu o rádio, eis que surge a publicidade em rádio; com a tv aconteceu da mesma forma; e agora com a internet; e no futuro com algum outro veículo que venha a surgir e que possa veicular um anúncio, acredite, a propaganda estará lá a sua espera. Pode mudar o tipo, o formato, mas ela estará lá, ávida para influenciá-lo a gastar o dinheiro que tem...e o que não tem , com o que ela estiver vendendo, quer você precise disso ou não.
Tornamo-nos a sociedade do consumo. Com isso, além da pressão da mídia, existe também uma pressão social para estarmos sempre na moda. O celular de última geração, o carro do ano, a roupa da coleção nova. E aí, meu amigo, não tem bolso que aguente. Resultado? Dívidas, dívidas e mais dívidas.
Não é fácil resistir aos impulsos de compra quando se vive em uma sociedade capitalista. Eu sei disso e você, com certeza, também sabe. Entretanto, não podemos deixar os marqueteiros de plantão – por melhor que eles sejam – decidir como, quando, onde e com o que iremos gastar nosso precioso dinheiro.
Comprar é bom e todo mundo gosta, mas como tudo na vida, comprar em excesso pode causar graves danos à sua saúde financeira. Portanto, da próxima vez que se deparar com um anúncio que chame sua atenção e que você se sinta tentado a comprar, pense se aquela é mesmo a decisão mais correta.
O prazer de uma compra dura pouco tempo, mas os problemas gerados por ela podem durar uma eternidade. Lembre-se: dinheiro que você gasta hoje com o que não precisa fará falta amanhã para coisas que você precisa.

Samuel Magalhães é Consultor Financeiro, Palestrante, fundador do Portal www.invistafacil.com e do instagram @oinvestidor.

A CAÇADA AO TESOURO

Na minha infância, um dos meus programas prediletos era assistir à Sessão da Tarde na Globo. Ok, ok, pode não parecer uma maravilha hoje, mas na época era bem legal. Apesar de ter assistido à Lagoa Azul - quase por obrigação - algumas dezenas de vezes,  na maioria dos dias eu dava sorte e eles transmitiam algum filme que me interessasse.
Na época, os gêneros que eu mais gostava eram ação e aventura. Por aí, acho que você já pode imaginar meus ídolos de infância e os filmes que eu mais assistia. Dentre eles, um dos preferidos era Indiana Jones. Apesar de não ter tanta ação quanto um fime do Rambo, as incansáveis “buscas pelo tesouro” sempre chamavam minha atenção.
Quase vinte anos depois, percebo que os tesouros caçados por Harrison Ford não eram apenas “coisa de filme”, muito menos algo apenas para entreter crianças e adolescentes mundo a fora. O tesouro existe sim e é bem real.
Cada um de nós, à nossa maneira de viver e enxergar o mundo, buscamos nossos tesouros particulares. Cada um tem dentro de si um Indiana Jones que precisa enfrentar inúmeros obstáculos em jornadas para lá de desafiadoras até finalmente encontrar o grande tesouro que, em geral, responde pelo nome de dinheiro.
Todos nós, em maior ou menor grau, buscamos por esse tesouro. Afinal de contas, nada mais natural para quem vive em uma sociedade capitalista. O que, infelizmente, a maioria de nós não se dá conta é que, assim como nos filmes de Indiana Jones, a melhor parte não é encontrar o Tesouro em si, mas sim vencer os desafios que aparecem à nossa frente ao longo da jornada. A graça está no caminho percorrido e não em chegar ao destino final.
Depositamos nossas esperanças de alegria e realização de vida em uma conta bancária gorda, carros importados, casas de luxo. Quanto a isso, nenhum problema. O grande problema é que enxergamos tudo que precisamos fazer até alcançar esses objetivos como sacrifício e não como diversão.
Assim como no filme, devemos enxergar o caminho a ser percorrido como uma grande aventura e não uma seção de tortura que a vida nos impõe antes de alcançarmos o tesouro da felicidade.
A vida é curta demais para não ser curtida. E tenha a certeza que mesmo após você conquistar todos os bens matérias que no começo você achava que iriam te trazer felicidade, você ainda não será uma pessoa feliz. Simplesmente porque por maior que tenha sido nosso êxito financeiro, quando depositamos nossa esperança de realização no dinheiro nós nunca teremos o bastante.
O que a maioria de nós passa a vida sem descobrir é que o grande tesouro não está nas grandes conquistas materiais, nem mesmo em chegar ao destino final com uma conta bancária polpuda, mas simplesmente nas pequenas vitórias e nos desafios que vencemos dia após dia.

Samuel Magalhães é Consultor Financeiro, Palestrante, fundador do Portal www.invistafacil.com e do instagram @oinvestidor.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

VOCÊ CONHECE NOSSA BOLSA?

Nossa Bolsa de Valores, a BMF Bovespa – assim denominada devido à união da Bolsa de Mercadorias e Futuros, que negociava commodities agrícolas e operações com derivativos financeiros e a Bolsa de Valores de São Paulo, que negociava ações- é o ambiente onde são negociadas as ações das empresas de capital aberto e outros ativos.
Pessoas que querem se desfazer de suas ações recorrem à Bolsa para encontrar as que querem comprar tais ações. Vale ressaltar que atualmente isso ocorre através de plataformas virtuais cedidas pelas corretoras - os home brokers- e não mais no ambiente físico onde antigamente ocorria o pregão presencial.
Nosso mercado de capitais opera exatamente como qualquer outro do mundo. Funciona como um shopping center ou como a feira perto da sua casa. Existem pessoas que vão para vender e pessoas que vão para comprar. A única diferença é que ao invés de camisas, sapatos, televisores e frutas, as pessoas compram e vendem produtos financeiros.
 Assim como na feira, os produtos que possuem muita demanda e pouca oferta tem seus preços elevados. Se existe muita gente comprando uma ação e pouca gente vendendo, o preço sobe. Se existe pouca gente comprando e muita gente vendendo, o preço cai, simples assim. Ou seja, é a eterna lei da oferta e da procura regendo o mercado.
O mercado de capitais é fundamental para a economia de qualquer país, pois é através dele que milhares de empregos são gerados, recursos são investidos na economia, as empresas melhoram suas praticas de gestão e transparência, proporcionando benefícios tanto para seus acionistas como para a sociedade de uma maneira geral.
Quando você investe seu dinheiro em alguma empresa, estará se tornando sócio da mesma, com a participação equivalente ao montante de ações que adquiriu. Se você acredita que seu país vai crescer e que a economia e as empresas irão prosperar, a Bolsa é um ótimo local para aplicar seus recursos. Afinal de contas, nada melhor do que fazer parte da economia se quiser usufruir dos benefícios do seu crescimento.
Por tudo isso que já falamos e por outra infinidade de motivos que não caberiam neste artigo, afirmo com a convicção de um aficionado por economia, investimentos e mercado de capitais: “Precisamos conhecer melhor a Bolsa de Valores”.
Somente assim atribuiremos a ela sua real importância e, principalmente, teremos o conhecimento necessário para investir evitando os erros que a maioria dos investidores despreparados comete.
Antes de querer sair investindo seus recursos, procure conhecer um pouco melhor o funcionamento da Bolsa. Tenho certeza que isso irá ampliar seus horizontes para novas possibilidades e te ajudar a ser um investidor bem sucedido.

Samuel Magalhães é Consultor Financeiro, Palestrante, fundador do Portal www.invistafacil.com e do instagram @oinvestidor.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

VOCÊ SABE O QUE É UMA AÇÃO?

Conversando com algumas pessoas, nos últimos dias, tenho percebido que, apesar do interesse em investir seu capital na Bolsa de Valores, falta-lhes o conhecimento de conceitos básicos. Pensando nisso, resolvi escrever este artigo.
Para se ganhar dinheiro, quer seja na Bolsa, quer seja com qualquer outra espécie de investimento, faz-se necessário primeiramente entender as premissas básicas do mercado no qual se pretende investir. Em que ele se baseia? Como ele funciona? Quais seus custos? Quais os prós e os contras deste mercado?
Isso tudo pode parecer básico e realmente o é. Entretanto, o sem número de investidores que perdem dinheiro em tal mercado nos faz crer que muitas vezes as perguntas acima não foram respondidas antes de se iniciar no mundo dos investimentos.
Uma ação nada mais é do que a menor fração de uma empresa. Ou seja, no momento em que você adquire uma ação de determinada companhia, você passa a ser sócio dela, tendo direito a receber seus dividendos, caso a empresa dê lucro e beneficiando-se da valorização das ações, caso isso ocorra.
Ainda não entendeu? Utilizemos um exemplo hipotético. Suponhamos que eu tenha uma padaria e queira me desfazer de parte daquele negocio. Neste caso, posso dividir a padaria em 100 cotas iguais – ou 100 ações – e cada cota correspondera a 1% da padaria. Se eu vender 50 ações, estarei me desfazendo da metade do meu negócio e o novo sócio terá direito a 50% dos lucros – ou eventuais prejuízos – da organização.
As ações da Petrobras, Vale, Banco do Brasil e outras são exatamente iguais as da minha padaria. Elas representam uma fração dessas empresas. Porém, por se tratarem de grandes corporações, o número de ações e os valores negociados são bem superiores a de uma simples empresa privada. Financeiramente, não podemos comparar uma empresa que fatura bilhões de reais, tem dezenas de milhares de funcionários com uma simples loja de esquina. Mas em se tratando da lógica por trás do negócio, o funcionamento é exatamente o mesmo. Ter uma ação de uma padaria te torna sócio da padaria e ter uma ação da Petrobras te torna sócio da Petrobras.
A grande diferença, neste caso, é que, em se tratando de uma empresa listada na Bolsa de Valores, você não irá responder por eventuais prejuízos, por se tratar de uma Sociedade Anônima. Diferentemente do que ocorre em uma Sociedade Limitada, por exemplo.
Além disso, quando você é sócio majoritário de um negócio, independentemente de qual seja ele, é bem provável que você precise atuar no dia a dia da empresa para fazer as coisas acontecerem, afinal, a sua empresa depende de você.
Tirando essas nuances que diferenciam uma grande empresa de uma empresa menor, uma ação possui o mesmo significado em ambos os casos, te tornar sócio de um negócio e poder se beneficiar com o crescimento dele.

Samuel Magalhães é Consultor Financeiro, Palestrante, fundador do Portal www.invistafacil.com e do instagram @oinvestidor.

O PIOR ESTÁ POR VIR

Quem acompanha o Mercado Financeiro global tem visto, nos últimos dias, as Bolsas de Valores mundo a fora enfrentarem grandes solavancos. Queda no preço do barril de petróleo, alta do dólar, elevação da taxa de juros americana, bolha financeira e imobiliária na China, tudo é motivo para levar a cotação das ações a sofrerem excessiva volatilidade.
Não bastasse a crise político-econômica pela qual estamos passando em solo brasileiro, agora teremos que superar também uma crise internacional que, ao que tudo indica, não é de pequenas proporções e , muito menos, deve acabar tão cedo.
Para quem achava que estávamos no fundo do poço, sinto em informar que o poço é mais fundo do que imaginávamos. Em bom português, o que era ruim pode ficar ainda pior. E, acredite você ou não, não há nada tão ruim que não possa ser piorado. Nos próximos meses, o povo brasileiro sentirá isso na pele, em especial os investidores.
Infelizmente, vivemos num país em que a educação é para lá de precária. E quando tratamos de educação financeira, a situação se torna ainda mais calamitosa. Orçamento, planejamento financeiro, investimento...nada disso faz parte do cotidiano da esmagadora maioria da população.
A ignorância é um dos componentes mais democráticos da nossa nação. Atinge brancos e negros, ricos e pobres, quem não consegue nem pagar as contas e quem tem dinheiro sobrando para investir.
Estamos vivenciando um momento de turbulência financeira, o que só tende a piorar nas próximas semanas. Para quem tem um pouco mais de conhecimento sobre as alternativas de investimento disponíveis, em especial na Bolsa de Valores, esse é um momento de grandes oportunidades.
Entretanto, o nível de conhecimento do investidor brasileiro acerca do Mercado Financeiro e suas alternativas de investimento são para lá de limitados, o que implica não apenas deixar de aproveitar as boas oportunidades que sempre surgem em momentos adversos, como também tomar decisões equivocadas e acabar obtendo prejuízos em suas aplicações.
Quer você tenha capital aplicado ou disponível para aplicar, essa é a hora de usar mais a razão e menos a emoção ao tomar suas decisões de investimento. E isso só é possível com uma boa dose de conhecimento, caso contrário, você não conseguirá enxergar os riscos e, muito menos as oportunidades por eles trazidas.
Vivenciei a crise do Subprime americano, em 2008, de perto. Mais de perto do que eu gostaria, para ser sincero. Naquela época, eu era um investidor iniciante e, como tal, não estava preparado para o que estava por vir. Resultado? Vi meu patrimônio evaporar em questão de semanas.
De 2008 para cá muita coisa mudou, mas uma verdade permanece a mesma. As crises são o pesadelo dos ignorantes e o sonho dos sábios. Para quem tem capital disponível para investir e sabe como utilizar esse dinheiro, momentos de pânico como o que estamos começando a vivenciar são um prato cheio. Já para os demais, o pesadelo está só começando!

Samuel Magalhães é Consultor Financeiro, Palestrante, fundador do Portal www.invistafacil.com e do instagram @oinvestidor.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

VOCÊ JÁ FEZ O SEU AJUSTE FISCAL?

Desde que a nova equipe econômica do governo Dilma assumiu seu posto, o termo “ajuste fiscal” está presente diuturnamente na imprensa. Quer seja nos jornais, rádio, ou televisão, a expressão passou a fazer parte de quase todos os noticiários. E não é para menos.
Com um governo que gasta mais do que arrecada, o Brasil parou de fazer a poupança necessária para pagar os juros da dívida – superávit primário – e começou a ter déficits fiscais. Em bom português: “a conta não está fechando”.
Para solucionar esse problema, o ministro Levy foi empossado com a difícil missão de colocar o país de volta nos eixos. Leia-se: arrecadar mais e gastar menos. Uma tarefa que, até o presente momento, ele não tem obtido êxito ao executar. Se o ministro irá obter sucesso na sua empreitada só o futuro dirá.
Apesar de todas as dificuldades pelas quais temos passado ultimamente – desemprego, taxa de juros e inflação em alta, além da recessão econômica – o momento atual pelo qual passa o Brasil trás um aspecto positivo: levar-nos a reflexão.
Passamos a refletir sobre o que precisa mudar no país, o que é ótimo. O senso cívico e esse espírito patriótico são fundamentais para crescermos enquanto nação. Mas será que temos refletido sobre a nossa própria vida? Será que temos parado para pensar sobre a nossa realidade e o que podemos fazer para melhorarmos a nossa situação financeira?
Não são somente as nações que precisam fazer seus ajustes fiscais. Caso queiramos ter um futuro financeiro próspero, nós também precisamos tratar de fazer logo o nosso. Se não existe receita para o sucesso financeiro, certamente existe receita para o fracasso: gastar mais do que se ganha.
Quer seja no cotidiano de países, empresas ou pessoas, em se tratando de finanças, as coisas acontecem de forma muito simples. Se suas despesas são superiores às receitas, você terá que se endividar para “fechar a conta”. Quem se endivida paga juros e quem paga juros tem cada vez menos dinheiro para conseguir arcar com seus compromissos, o que chamamos de ciclo vicioso.
Por outro lado, quem gasta menos do que ganha sempre tem dinheiro sobrando. E quem consegue poupar tem condições de investir. Quem investe recebe juros pelo capital investido e dessa forma terá sempre mais dinheiro disponível, ou seja, o ciclo virtuoso.
Fazer nosso ajuste fiscal nada mais é do que reduzir  as despesas desnecessárias, de modo que possamos reduzir nossos custos, não apenas para fazer “a conta fechar” no fim do mês, mas sim para termos recursos suficientes para poupar e investir para nosso futuro.
A única certeza que temos sobre o futuro é que ele é incerto. Entretanto, fazer a nossa lição de casa é uma das melhores maneiras de aumentarmos nossa chance de sucesso. Se você almeja atingir seus objetivos financeiros a médio e longo prazo, é preciso começar a agir agora – no curto prazo – para tornar suas conquistas possíveis.
Espero, sinceramente, que o ministro Levy obtenha êxito na sua tarefa e consiga colocar o Brasil nos trilhos. Enquanto isso não acontece, cabe a cada um de nós fazer a nossa parte e ajustar as nossas próprias finanças.

Samuel Magalhães é Consultor Financeiro, Palestrante, fundador do Portal www.invistafacil.com e do instagram @oinvestidor.

sábado, 22 de agosto de 2015

UM PASSO DE CADA VEZ

Pense rápido: o que um sedentário, um obeso, um alcoólatra e um perdulário têm em comum? A resposta está na cara: hábitos prejudiciais às suas vidas. Quer seja para iniciar a prática de atividades físicas, fazer uma reeducação alimentar, parar de beber ou deixar de fazer compras compulsivamente, fato é: mudar de hábito não é fácil!
Desde que Adão comeu a tal da maçã – e olhe que isso já faz um tempinho -, nós cultivamos hábitos em nossas vidas. Dormimos sempre do mesmo lado da cama, frequentamos os mesmos lugares, transitamos pelas mesmas ruas, lemos o mesmo tipo de livro, enfim, não importa quem você seja, sua vida é repleta de hábitos.
Alguns desses hábitos como acordar cedo – desde que não seja aos domingos -, ter uma alimentação saudável e praticar atividades físicas são benéficos para nossas vidas. Já outros hábitos, como fumar, não se exercitar e beber além da conta são hábitos prejudiciais.
Ué, mas o que tudo isso tem a ver com o meu bolso? Esse era para ser um artigo sobre finanças, não?
A maioria das pessoas não sabe, mas boa parte dos seus problemas financeiros existem simplesmente pelo fato delas carregarem consigo hábitos prejudiciais quando se trata de dinheiro.
Não elaborar um orçamento doméstico,  comprar por impulso, não definir metas financeiras, não poupar parte do que recebe, não planejar seus investimentos. Esses e muitos outros hábitos são os responsáveis por tornarem a relação do brasileiro com o dinheiro um verdadeiro caos.
Se você não está satisfeito com a sua atual situação financeira, saiba que é plenamente possível construir um futuro mais próspero. A única coisa que você precisa é identificar os hábitos que precisam ser mudados e efetivamente realizar essa mudança!
Evidentemente, não se muda um hábito da noite para o dia. Portanto, sugiro que, dia após dia, semana após semana, mês após mês, você tente ir melhorando seus hábitos atuais. Dessa forma, você estará construindo de forma paulatina, porém consistente, hábitos benéficos para você e, principalmente, seu bolso. A medida que os novos hábitos forem fazendo parte do seu cotidiano, você irá perceber como essas mudanças foram benéficas.
O começo certamente é a parte mais difícil! Temos uma aversão natural a sair da rotina. Dar os primeiros passos rumo a novos hábitos não será fácil. No entanto, conforme você for caminhando rumo a construção de hábitos financeiros mais saudáveis, você se sentirá cada vez mais motivado a seguir em frente. Afinal de contas, o mais difícil já passou e você começa a enxergar os benefícios de suas novas atitudes frente ao dinheiro.
Muita gente me pergunta: “Quanto tempo eu preciso para abandonar os hábitos negativos e criar bons hábitos?” E eu sempre respondo: “Eu não sei!”. Mas de uma coisa eu tenho certeza: quanto antes você começar, mais cedo você chegará ao resultado esperado. Portanto, comece hoje mesmo a desenvolver novos hábitos financeiros. Seu bolso agradece!

Samuel Magalhães é Consultor Financeiro, Palestrante, fundador do Portal www.invistafacil.com e do instagram @oinvestidor.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

QUER VENCER A CRISE? PREPARE-SE!

A despeito dos depoimentos da nossa Excelentíssima Presidenta e sua trupe, tentando mascarar a atual situação político-econômica pela qual estamos passando, fato é: estamos passando por uma crise sim!
Para você que está me lendo neste exato momento tenho uma notícia boa e uma ruim. A boa é que, como tudo na vida, essa crise não durará para sempre. A ruim é que depois que essa crise terminar não tardará para enfrentarmos outra logo à frente. Estamos cansados de ouvir que “depois da tempestade vem a bonança”, o que é a mais pura verdade. O que não te contaram – e cabe a mim te contar -  é que depois da bonança sempre existirá outra tempestade à nossa espera.
Em um mundo mais globalizado a cada dia, torna-se cada vez mais difícil as nações passarem por um período prolongado de prosperidade. A crise pela qual estamos passando no presente momento é de responsabilidade única e exclusivamente tupiniquim. Mas não é preciso nenhum grande exercício de elucubração para supor que daqui a um ano ou dois, os Estados Unidos passem por alguma crise. Qual seria o resultado disso? Crise no Brasil! E se for a Europa? Crise no Brasil! E a Argentina? Crise no Brasil! E se for a China, Índia ou algum outro país dos BRICS? Crise por aqui também!
O mundo em que vivemos está desenhado de tal forma que qualquer elo da corrente que arrebente causará problemas para a corrente inteira. Ou seja, mesmo quando não formos os causadores da crise – como somos agora- pagaremos pelos erros de algum governante em algum lugar do mundo. E com tantos governantes incompetentes espalhados mundo a fora não é questão de “se”, mas sim “quando” a próxima crise baterá a nossa porta.
Longe de mim querer ser o profeta do Apocalipse, muito menos quero te desanimar quanto ao futuro com minhas “profecias catastróficas”. Meu único e exclusivo intuito ao escrever este artigo e compartilhar com você a minha visão sobre as crises e o mundo que vivemos é te abrir os olhos para o que precisamos fazer se não quisermos viver à mercê do momento econômico pelo qual está passando o mundo e, em particular, o Brasil!
Daqui a pouco esta crise irá passar! O que faremos de agora até o momento que se inicie a próxima crise é que fará a diferença entre os que prosperarão e os que ficarão pelo caminho.
Como diria o megainvestidor Warren Buffett “O que aprendemos com a História é que as pessoas não aprendem com a História.”. Se almejamos não apenas sobreviver, mas sim vencer essa e outras dificuldades que ainda estão por vir, uma das coisas que precisaremos fazer é aprender.
Aprender com os nossos erros, aprender com os erros alheios. Aprender com a História! Você deve estar se perguntando: E se fizermos isso, iremos conseguir vencer a próxima crise? Iremos conseguir superar a concorrência? Fazendo isso conseguiremos atingir nossos objetivos?
Sei que você gostaria de ouvir de mim um sonoro “Sim!”, mas com toda sinceridade do mundo, eu te respondo: “Eu não sei!”. Eu não tenho bola de cristal, eu não prevejo o futuro: eu não sou economista!
O que eu sei e posso afirmar com toda a convicção é: Preparar-se para o futuro não te garante o sucesso, mas não se preparar para ele é garantia de fracasso na certa.

Samuel Magalhães é Consultor Financeiro, Palestrante, fundador do Portal www.invistafacil.com e do instagram @oinvestidor.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

A MELHOR MANEIRA DE INVESTIR EM IMÓVEIS

O Brasil é país com uma forte cultura de investimento imobiliário. Com as constantes trocas de moedas que nos acompanhou durante décadas e a hiperinflação dos anos 80 e início dos 90, também não poderia ser diferente. Os imóveis são uma excelente forma de proteção contra momentos de crise, além de garantir a manutenção do poder de compra do capital investido em época de inflação elevada.
O que a maioria das pessoas não sabe é que existe uma maneira muito mais segura e rentável de se investir em imóveis do que simplesmente comprar uma casa, apartamento ou sala comercial para alugar. Que maneira seria essa? Investir em Fundos Imobiliários.
Os Fundos Imobiliários nada mais são do que uma espécie de condomínio que reúne recursos de diversos investidores para investir no ramo imobiliário. Existem diversas modalidades diferentes de fundos. As mais comuns costumam aplicar os recursos dos cotistas na construção ou aquisição de algum empreendimento imobiliário para lucrar com a renda do aluguel.
Prédios comerciais, hospitais, agências bancárias, shoppings centers, dentre outros, compõem o leque de ativos dos fundos. Cada fundo, normalmente, é destinado a um ativo específico. Cabe a você, investidor, decidir aonde irá alocar seu capital.
Você deve estar se perguntando: mas por qual motivo eu deveria investir em um fundo se eu posso comprar um imóvel diretamente? O primeiro motivo é: talvez você não possa comprar um imóvel. Sabemos que muitas pessoas não possuem verba suficiente para adquirir um imóvel para investir. Nos fundos imobiliários, com valores inferiores a R$100 já é possível adquirir uma cota, democratizando o acesso aos investimentos nessa área.
Outra vantagem é a liquidez. Como os fundos são negociados em Bolsa, fica muito mais fácil de você vender suas cotas quando necessitar, ao contrário do que acontece com os imóveis, quando se passa meses ou até anos para conseguir se desfazer de uma propriedade.
 Some-se a isso os custos de comercialização bem mais reduzidos, ou seja, para vendermos um imóvel, através da imobiliária, pagamos cerca de 5% do valor do bem. Já para vender suas cotas de um Fundo Imobiliário, você gastará, no máximo, 10% desse valor.
Além disso, investir em imóveis, através de fundos, tem outro benefício para o investidor: a isenção tributária. Ao contrário do que ocorre quando você é proprietário de um imóvel e precisa pagar imposto sobre o aluguel recebido, nos Fundos Imobiliários você é isento dessa tributação, o que melhora em muito a rentabilidade do dinheiro investido.
Por falar em rentabilidade, a meu ver, essa é a principal diferença entre investir em um imóvel individual e comprar cotas de Fundos Imobiliários. Enquanto você não consegue receber mais do que 0,4% ou 0,5% do valor do imóvel como aluguel, nos Fundos imobiliários é possível conseguir o dobro ou até mesmo o triplo desse valor.
Considero que os preços dos imóveis ainda estão elevados em nosso país. Com toda sinceridade, tenho sérias dúvidas se investir em imóveis é a melhor escolha para um investidor fazer no presente momento. Mas de uma coisa eu não tenho dúvida alguma: se você for investir em imóveis, invista por meio dos Fundos Imobiliários. As vantagens são imensas.

Samuel Magalhães é Consultor Financeiro, Palestrante, fundador do Portal www.invistafacil.com e do instagram @oinvestidor.

sábado, 18 de julho de 2015

A CRISE CHEGOU! E AGORA?

Não é de hoje que o Brasil enfrenta uma grave crise político-econômica. Nada mais natural para uma nação que se redemocratizou há menos de trinta anos e ainda busca construir seus primeiros alicerces republicanos.
Desde a época de Dom João, a incompetência e corrupção acompanham nossos governantes. Somando-se a isso uma conjuntura econômica internacional não tão favorável quanto já fora outrora, o resultado dessa equação não poderia ser outro, a não ser recessão, inflação e desemprego. Ou, no popular: “crise”.
A crise é um dos acontecimentos econômico-sociais mais democráticos que existem em uma sociedade. Pobres ou ricos, patrões ou empregados e também aqueles que perderam seus postos de trabalho, fato é: todo mundo reclama da tal crise. No entanto, apesar de todos os males que ela traz a reboque, precisamos tirar os ensinamentos necessários para que todas as tragédias que tem se abatido sobre nós não tenham ocorrido em vão.
Empresas fechando as portas, funcionários perdendo o emprego...Os efeitos são visíveis aos olhos de todos. O que precisamos analisar enquanto empresários e trabalhadores é nossa parcela de culpa em tudo isso. Até que ponto você ter que pedir falência da sua empresa é culpa da crise e até que ponto a culpa é sua? Será que o culpado da sua demissão foi realmente a situação econômica atual ou será que você não se qualificou o suficiente para manter seu cargo?
Evidentemente, é muito mais fácil colocar a culpa na Dilma, na crise, ou no que quer que seja, do que assumirmos nossa culpa no cartório. Ninguém gosta de pensar que é o responsável pelo fracasso de um negócio ou pela própria demissão. É muito mais cômodo colocarmos a culpa em alguém, assim, ela nunca será nossa.
Entretanto, uma das principais lições que esta crise tem nos ensinado é que devemos aproveitar a época das vacas gordas para nos preparar para as vacas magras, pois mais cedo ou mais tarde, elas chegarão.
Quem utilizou os recursos adquiridos com o bom desempenho econômico do Brasil há alguns anos para se preparar para o momento atual, está pronto para enfrentar a crise tanto em termos financeiros quanto de qualificação profissional. Já quem preferiu dormir sobre os louros da vitória pensando que a época de bonança duraria para sempre hoje está pagando - com juros e correção monetária - pelos erros do passado.
O mundo não vai acabar! Da mesma forma que depois da época de vacas gordas vem a de vacas magras, depois das magras, vacas gordas virão. Só espero que da próxima vez, você saiba aproveitar o período de bonança para se preparar para adequadamente para a próxima crise. Pois se existe uma certeza em se tratando de economia é que as crises acontecem periodicamente. Não podemos evitá-las. A única coisa que podemos - e devemos – fazer é nos preparar para elas.
Você está preparado?
O autor: Samuel Magalhães é Consultor Financeiro, Palestrante e Fundador do Portal www.invistafacil.com.



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