sábado, 30 de maio de 2015

SE A DILMA NÃO FAZ A PARTE DELA, FAÇA A SUA!

O Brasil está passando pela sua pior crise político-econômica após a era Collor! As televisões, rádios, jornais e revistas fazem questão de nos lembrar disso diuturnamente. O que a impressa esquece de lembrar- talvez por não dar tanto ibope- é que, após o confisco da poupança, a corrida aos bancos, a hiperinflação e o impeachment do início dos anos noventa, veio um período de estabilidade  –FHC- e, logo após, um período de crescimento –Lula. Como diria o ditado, “após a tempestade, vem a bonança”. E ela veio para nós!
Nosso país nunca foi referência de grandes políticos, grandes governos ou algo que se aproxime disso. Somos um grande país não por causa dos nossos governantes, mas sim, apesar deles! Sempre foi assim! Desde a época de Dom João é assim.  Não vai mudar! Pelo menos, não no curto prazo. O que nós precisamos fazer é voltar a acreditar no nosso país, nas nossas empresas, no nosso trabalho. Em última instância, o que nós precisamos é voltar a acreditar em nós! Quem faz o Brasil é o povo brasileiro e não nossos políticos!
Ok, ok, eu sei que a Dilma não tem ajudado! Ok, além de não ajudar, ela ainda atrapalha! Não é fácil conviver com um governo corrupto, perdulário e incompetente. Eu sei disso! Você também sabe! Mas não é por isso que vamos entregar os pontos. Precisamos parar de reclamar da carga tributária elevada, da falta de mão de obra qualificada, da infraestrutura precária, do enorme spread bancário. Nós já temos muitos problemas. Está na hora de encontrarmos as soluções!
Precisamos parar de nos queixar do dólar elevado que vai adiar nossas compras em Miami e começar a pensar que vai ajudar as exportações e, consequentemente, melhorar nossa balança comercial. Os juros elevados e o crédito escasso travam a economia, mas certamente oferecem oportunidades interessantes para quem está capitalizado. Se está todo mundo atrás de dinheiro, quem o possui dá as cartas, certo?
 Quer seja nas famílias, nas empresas ou nos países, as crises derrubam os fracos e fortalecem os fortes! É isso que nós precisamos: ser fortes! Se quisermos sair fortalecidos dessa crise, precisamos utilizá-la em nosso proveito. E só existe uma maneira de fazermos isso: mudando nossas atitudes! São vários os países que viveram crises bem piores do que a qual estamos vivenciando neste momento. Todos os países que conseguiram a proeza de sair dela melhor do que entraram, tem algo em comum: eles aprenderam com seus erros!
Se pensarmos em um cenário mais amplo, para o Brasil sair da crise e conseguir entrar nos eixos novamente, nossa querida Presidenta e sua trupe precisa mudar de postura. Porém, não podemos ficar reféns da boa vontade de um governo que se notabilizou pela sua má vontade com os brasileiros e com o setor produtivo, em particular. O que nós precisamos para sair dessa crise é fazer a nossa parte e parar de esperar a Dilma fazer a parte dela. Precisamos aproveitar a crise para tornar nossas empresas mais bem geridas. Precisamos melhorar nossa produtividade, reduzir nossos custos ao máximo. Precisamos investir – mesmo que de forma parcimoniosa- para que quando a economia voltar a crescer – e ela vai- nós estejamos à frente da nossa concorrência!   
O autor: Samuel Magalhães é Consultor Financeiro, Palestrante e Fundador do Portal InvistaFácil.com.



segunda-feira, 25 de maio de 2015

Saia da Zona de Conforto!

Se você pratica ou já praticou alguma atividade física,  sabe que a parte mais difícil é sempre o começo! Independentemente de você escolher ir para a academia, correr ou até mesmo jogar aquela pelada com os amigos, a parte mais complicada é sempre começar. Criar coragem para levantar do sofá, desligar a TV e iniciar uma mudança de hábitos na sua vida, essa é, indubitavelmente a parte mais dolorosa.
Com as finanças acontece da mesma forma. Assim como criamos hábitos saudáveis para melhorar nossa saúde, precisamos mudar nossos hábitos para criar uma vida financeira mais saudável. E, assim como acontece quando estamos cuidando do nosso corpo, a parte mais difícil ao cuidar do bolso também  é começar. E para isso, precisamos sair da zona de conforto!
Zona de conforto nada mais é do que a situação na qual nos encontramos atualmente. Pode ser com relação a um emprego, a um relacionamento, à nossa forma física, ou às nossas finanças. Ou seja, sair da zona de conforto, significa deixar o comodismo de lado e ir em busca de algo mais. Um emprego melhor, uma namorada mais atenciosa, alguns quilos a menos e mais dinheiro no bolso.
Muita gente não entende o motivo que leva pessoas multimilionárias a passar horas a fio trabalhando, perder finais de semana com a família e se privar de muitos prazeres da vida em busca de mais alguns míseros milhões. O que essas pessoas também não entendem é que para esses multimilionários não existe zona de conforto. Eles a abandonaram há muito tempo quando decidiram que queriam ter uma vida financeira próspera. E é exatamente isso que você tem que fazer se quiser chegar aonde eles chegaram.
O exercício mais difícil de uma academia não é o supino-reto, o leg press, o agachamento, ou nenhum outro. A parte mais difícil é criar coragem para se deslocar da sua casa, trabalho ou aonde quer que esteja e ir malhar. O resto é questão de prática e com o tempo você tira de letra.
Sua principal preocupação agora é só uma: começar! Esse é o passo mais doloroso, o mais difícil, o mais demorado e, sem dúvida, o mais importante! Simplesmente pelo fato de que, sem ele, nenhum outro passo será capaz de existir.
A melhor hora para começar a cuidar da sua alimentação, da sua forma física, dos seus estudos ou das suas finanças não é na segunda, na próxima semana ou no mês que vem! A hora de começar é hoje, agora, neste exato momento! De preferência, assim que você terminar de ler este texto. Como diria o ditado, “quem não quer encontra uma desculpa, quem quer encontra um jeito! ”. Uma vida cheia de saúde e dinheiro está à sua espera! Cabe a você decidir se vai encontrar um jeito ou uma desculpa!

Samuel Magalhães é Consultor Financeiro, Palestrante e fundador do Portal www.invistafacil.com.

terça-feira, 19 de maio de 2015

5 ETAPAS PARA A CONSTRUÇÃO DO SEU PLANEJAMENTO FINANCEIRO

O povo brasileiro possui inúmeras virtudes! Não à toa, os gringos que passam por aqui se encantam com nosso país! Infelizmente, apesar das nossas inúmeras qualidades, possuímos alguns defeitos que prejudicam nossa ascensão no cenário internacional. Um dos principais defeitos é que não sabemos cuidar das nossas finanças. E isso se deve, basicamente, porque não nos planejamos financeiramente.
Hoje, você irá aprender em cinco passos simples, como construir um Planejamento Financeiro que irá melhorar de uma vez por todas sua vida financeira.
1-Diagnóstico:  Todo planejamento que se preze, deve começar por um diagnóstico. Da mesma forma que um médico só irá receitar um remédio, após descobrir a doença do paciente, nós só poderemos melhorar nossa vida financeira após conhecê-la. É para isso que serve o diagnóstico: para descobrirmos como anda a nossa saúde financeira e, a partir daí, definirmos o remédio que devemos tomar.
Para isso, precisamos apenas, descobrir três questões básicas: Qual meu patrimônio? Quanto eu ganho? Quanto eu gasto? Respondidas essas três perguntas, você saberá como anda a sua saúde financeira.
2-Objetivos: A segunda etapa do planejamento é definir seus objetivos. O diagnóstico te disse onde você está, agora você precisa descobrir aonde quer chegar. Para isso, é necessário definir seus objetivos. Como todos nós temos milhares de objetivos, quando o assunto é dinheiro, sugiro que você divida seus objetivos  em curto, médio e longo prazo.
Os de curto prazo são aqueles que você pretende realizar dentro de, no máximo, um ano e são mais baratos, como comprar um celular novo, por exemplo. Os de médio prazo são aqueles entre um e cinco anos, como a troca de carro, por exemplo. Por último, mas não menos importante, ficam  os objetivos de longo prazo, como a compra de um imóvel ou a conquista da independência financeira
3- Poupar: Para sair da sua atual situação – diagnóstico- e chegar aonde você quer- objetivos- é preciso ter dinheiro sobrando. Por isso, a terceira fase do nosso planejamento é iniciar um plano de poupança. Mensalmente, você irá destinar uma parte dos seus ganhos para sua poupança, assim, você terá a verba necessária para executar as próximas duas etapas do planejamento.  Se você não sabe quanto deve poupar, sugiro que você inicie com 10% e vá aumentando aos poucos. O ideal seria que poupássemos cerca de 30% dos rendimentos.
4-Quitar Dívidas: As dívidas, além de roubar nossa paz de espírito, roubam nossos sonhos! Afinal, deixamos de investir dinheiro para pagar juros aos bancos e financeiras.
Portanto, agora que você tem um plano de poupança, seu primeiro objetivo deve ser quitar suas dívidas, principalmente aquelas com juros mais altos. Assim, você terá melhores condições financeiras e psicológicas para construir um futuro financeiro próspero!
5- Investir: Agora que você já quitou suas dívidas, pode destinar seu suado dinheiro para algo de valor: o seu futuro! Como o dinheiro poupado não irá mais para quitar suas dívidas, agora você utilizá-lo para atingir seus objetivos. Você fará isso, através dos investimentos!
Se você pretende comprar um novo smartphone, trocar de carro ou ter dinheiro para dar entrada no seu tão sonhado apartamento, não basta poupar, é preciso investir o dinheiro poupado. Dessa forma, você faz com  que o seu dinheiro trabalhe para você, através do rendimento das aplicações.
Viu como construir seu Planejamento Financeiro pode ser simples? Em apenas cinco passos, você pode construir um futuro financeiro que vai lhe proporcionar alcançar todos os seus objetivos! Agora, é só botar a mão na massa!
Samuel Magalhães é Consultor Financeiro, Palestrante e fundador do Portal www.invistafacil.com.



segunda-feira, 11 de maio de 2015

O que o budismo tem a ensinar para os investidores!

Nos primórdios do Mercado Financeiro, um dos principais problemas que os investidores enfrentavam era a escassez de informações. Em uma época que o mercado sequer tinha ouvido falar em Governança Corporativa e internet ainda era um sonho distante, obter informações sobre empresas, dados macroeconômicos e estratégias de investimento era um verdadeiro martírio.
Atualmente, vivemos o extremo oposto: temos informações sobre tudo e em excesso. Obviamente, o cenário atual é muito melhor para os investidores. Não pelo excesso ser melhor que a escassez, mas pelo fato de que ao contrário do que ocorria no início da Bolsa de Valores, agora temos a opção de escolher quais informações queremos obter e em que quantidade.
Infelizmente, a maioria dos investidores não sabe usar corretamente os dados disponíveis. Em geral, eles costumam cometer dois erros: ou ignoram os dados completamente e escolhem voltar à Época das Cavernas do mercado; ou eles querem fazer uso de todas as informações disponíveis, o que é praticamente impossível, pelo menos para um ser humano. Ou seja, os investidores ou usam informação demais ou não usam informação nenhuma.
Como diria o velho adágio budista: “a virtude está no caminho do meio”. Em se tratando de investir nosso dinheiro, podemos comprovar essa teoria facilmente!
Veja, se abdicamos completamente de qualquer tipo de informação, estamos dando um tiro no escuro e transformando o investimento em Bolsa de Valores- ou outro investimento qualquer- em mera jogatina! Não é a toa que tantas pessoas associam Bolsa a Cassino. Para um apostador, até o mais sólido dos investimentos se transforma em jogo!
Vejamos agora o outro lado, o dos investidores que colhem e analisam todas as informações disponíveis. Informação é importante, mas informação em excesso pode paralisar e confundir o investidor. Isso acontece por um motivo bem simples: quanto maior o número de dados você analisar, maior se torna a probabilidade deles darem sinais contraditórios.
Apesar de se basear em números, o mundo das finanças está longe de ser uma ciência exata. Você pode, por exemplo, a partir de uma determinada análise, descobrir que a empresa XYZ possui excelentes fundamentos econômicos, ou seja, é uma empresa bem gerida, obtém lucros consistentes, tem um nível de endividamento baixo, etc.
A partir dessa análise pra lá de favorável, você decide investir na empresa. Mas, antes de fazê-lo, você resolve analisar o gráfico da ação e percebe que ela possui uma tendência de queda no curto prazo. O que você faz? Nada! Não investe! Fica parado! E esse é o principal risco de quem analisa “demais”: não consegue chegar à conclusão alguma. Simplesmente porque a todo momento, sempre existirão dados favoráveis e desfavoráveis, independente de qual seja a empresa na qual você pretende investir.
Portanto, a melhor maneira de investir seu dinheiro de maneira segura é definindo uma estratégia de investimento baseada apenas nas informações essenciais para a tomada de decisão e deixar o resto de lado.
O budismo, quem diria, pode nos dar importantes lições quando o assunto é dinheiro. Da próxima vez que for analisar algum investimento, lembre-se: vá pelo caminho do meio!
O autor: Samuel Magalhães é Consultor Financeiro e Palestrante na área de Finanças Pessoais e Investimentos. Para conhecer melhor o trabalho do autor, tirar dúvidas, fazer críticas ou dar sugestões, envie um e-mail para: samuel@invistafacil.com ou acesse: www.invistafacil.com. Sua participação é fundamental!



segunda-feira, 4 de maio de 2015

MAIS FAMÍLIA, MAIS DINHEIRO!

Quando falamos de problemas financeiros pensamos na ausência de dinheiro. Afinal, lidar com a escassez de recursos faz parte do cotidiano da maioria dos nossos lares. O que muitas pessoas não sabem, é que da mesma forma que a falta de dinheiro pode trazer graves problemas para o convívio familiar, o excesso dele também pode.
Se você faz parte do primeiro e maior grupo, aquele que lida com a escassez, imagino que lidar com o problema inverso seja seu sonho. Compreensível! Quem nunca sonhou em como gastar um prêmio da mega sena que atire a primeira pedra. Mas, brincadeiras a parte, os transtornos gerados pelo excesso são tão ou mais graves que aqueles enfrentados por quem mal paga as contas no fim do mês. Independentemente se você tem mais do que pode gastar ou menos do que necessita para ter uma vida digna, em uma sociedade que respira capitalismo, o dinheiro pode causar vários problemas no cerne familiar. Para evitar que isso aconteça, precisamos aprender a conviver de maneira sadia com ele quer seja na fartura, quer seja na escassez.
Conquistar a independência financeira é o objetivo de dez entre dez pessoas. O problema nessa verdade incontestável, é que as pessoas muitas vezes não estão preparadas para usufruir dessa nova condição financeira, depois que enriquecem. É fácil de pensar que essa é uma habilidade dispensável quando ainda se está longe do objetivo – ficar rico - , mas a medida que ele se aproxima, precisamos considerar as implicações que isso pode ter para nós mesmos e, principalmente, para o cerne familiar. Dinheiro é poder! E como tal, é preciso fazer bom uso para que ele atue para a construção de uma família mais unida. Infelizmente, na maioria das vezes, o que ocorre é justamente o contrário!
Um dos dilemas mais corriqueiros vivenciados por famílias abastadas é a falta de tempo e de diálogo entre as pessoas. Pais tentam suprir sua ausência corriqueira, devido às longas jornadas de trabalho, dando presentes caros para os filhos e um cartão de crédito- de preferência sem limite- para as esposas!  Filhos tentam chamar a atenção dos pais com atos de rebeldia. Percebendo que a estratégia não funciona, eles apelam para o bolso. Assim, gastam mais do que o combinado para o mês, extrapolando no cartão de crédito e na conta telefônica. A mãe, pobre coitada, é obrigada a ir ao shopping pra desopilar de tantos desentendimentos. Cartão pra que te quero?
E é assim, num cenário de muitos gastos e pouco diálogo que se constrói uma família fadada ao fracasso financeira e afetivamente.
O dinheiro, quer seja pela falta, ou pelo excesso, será sempre um problema! Não pelo dinheiro em si, óbvio, mas pelo que deixamos pelo caminho em prol dele. Sendo assim, a única coisa que pode verdadeiramente manter uma família unida é o diálogo! Problemas existem das famílias mais pobres até as mais abastadas. Uma família rica, na essência da palavra, é aquela que conversa sobre seus problemas e consegue superar as dificuldades mantendo o que é essencial no cerne familiar para que este se fortaleça com os percalços da vida! Infelizmente, a maioria das famílias tem se preocupado tanto com aspectos financeiros na sua convivência, que acabam esquecendo o real motivo da sua existência! Mais família e menos dinheiro! Ou melhor, mais família e mais dinheiro!
O autor: Samuel Magalhães é Consultor Financeiro e Palestrante na área de Finanças Pessoais e Investimentos. Para conhecer melhor o trabalho do autor, tirar dúvidas, fazer críticas ou dar sugestões, envie um e-mail para: samuel@invistafacil.com ou acesse: www.invistafacil.com. Sua participação é fundamental!


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