segunda-feira, 27 de julho de 2015

A MELHOR MANEIRA DE INVESTIR EM IMÓVEIS

O Brasil é país com uma forte cultura de investimento imobiliário. Com as constantes trocas de moedas que nos acompanhou durante décadas e a hiperinflação dos anos 80 e início dos 90, também não poderia ser diferente. Os imóveis são uma excelente forma de proteção contra momentos de crise, além de garantir a manutenção do poder de compra do capital investido em época de inflação elevada.
O que a maioria das pessoas não sabe é que existe uma maneira muito mais segura e rentável de se investir em imóveis do que simplesmente comprar uma casa, apartamento ou sala comercial para alugar. Que maneira seria essa? Investir em Fundos Imobiliários.
Os Fundos Imobiliários nada mais são do que uma espécie de condomínio que reúne recursos de diversos investidores para investir no ramo imobiliário. Existem diversas modalidades diferentes de fundos. As mais comuns costumam aplicar os recursos dos cotistas na construção ou aquisição de algum empreendimento imobiliário para lucrar com a renda do aluguel.
Prédios comerciais, hospitais, agências bancárias, shoppings centers, dentre outros, compõem o leque de ativos dos fundos. Cada fundo, normalmente, é destinado a um ativo específico. Cabe a você, investidor, decidir aonde irá alocar seu capital.
Você deve estar se perguntando: mas por qual motivo eu deveria investir em um fundo se eu posso comprar um imóvel diretamente? O primeiro motivo é: talvez você não possa comprar um imóvel. Sabemos que muitas pessoas não possuem verba suficiente para adquirir um imóvel para investir. Nos fundos imobiliários, com valores inferiores a R$100 já é possível adquirir uma cota, democratizando o acesso aos investimentos nessa área.
Outra vantagem é a liquidez. Como os fundos são negociados em Bolsa, fica muito mais fácil de você vender suas cotas quando necessitar, ao contrário do que acontece com os imóveis, quando se passa meses ou até anos para conseguir se desfazer de uma propriedade.
 Some-se a isso os custos de comercialização bem mais reduzidos, ou seja, para vendermos um imóvel, através da imobiliária, pagamos cerca de 5% do valor do bem. Já para vender suas cotas de um Fundo Imobiliário, você gastará, no máximo, 10% desse valor.
Além disso, investir em imóveis, através de fundos, tem outro benefício para o investidor: a isenção tributária. Ao contrário do que ocorre quando você é proprietário de um imóvel e precisa pagar imposto sobre o aluguel recebido, nos Fundos Imobiliários você é isento dessa tributação, o que melhora em muito a rentabilidade do dinheiro investido.
Por falar em rentabilidade, a meu ver, essa é a principal diferença entre investir em um imóvel individual e comprar cotas de Fundos Imobiliários. Enquanto você não consegue receber mais do que 0,4% ou 0,5% do valor do imóvel como aluguel, nos Fundos imobiliários é possível conseguir o dobro ou até mesmo o triplo desse valor.
Considero que os preços dos imóveis ainda estão elevados em nosso país. Com toda sinceridade, tenho sérias dúvidas se investir em imóveis é a melhor escolha para um investidor fazer no presente momento. Mas de uma coisa eu não tenho dúvida alguma: se você for investir em imóveis, invista por meio dos Fundos Imobiliários. As vantagens são imensas.

Samuel Magalhães é Consultor Financeiro, Palestrante, fundador do Portal www.invistafacil.com e do instagram @oinvestidor.

sábado, 18 de julho de 2015

A CRISE CHEGOU! E AGORA?

Não é de hoje que o Brasil enfrenta uma grave crise político-econômica. Nada mais natural para uma nação que se redemocratizou há menos de trinta anos e ainda busca construir seus primeiros alicerces republicanos.
Desde a época de Dom João, a incompetência e corrupção acompanham nossos governantes. Somando-se a isso uma conjuntura econômica internacional não tão favorável quanto já fora outrora, o resultado dessa equação não poderia ser outro, a não ser recessão, inflação e desemprego. Ou, no popular: “crise”.
A crise é um dos acontecimentos econômico-sociais mais democráticos que existem em uma sociedade. Pobres ou ricos, patrões ou empregados e também aqueles que perderam seus postos de trabalho, fato é: todo mundo reclama da tal crise. No entanto, apesar de todos os males que ela traz a reboque, precisamos tirar os ensinamentos necessários para que todas as tragédias que tem se abatido sobre nós não tenham ocorrido em vão.
Empresas fechando as portas, funcionários perdendo o emprego...Os efeitos são visíveis aos olhos de todos. O que precisamos analisar enquanto empresários e trabalhadores é nossa parcela de culpa em tudo isso. Até que ponto você ter que pedir falência da sua empresa é culpa da crise e até que ponto a culpa é sua? Será que o culpado da sua demissão foi realmente a situação econômica atual ou será que você não se qualificou o suficiente para manter seu cargo?
Evidentemente, é muito mais fácil colocar a culpa na Dilma, na crise, ou no que quer que seja, do que assumirmos nossa culpa no cartório. Ninguém gosta de pensar que é o responsável pelo fracasso de um negócio ou pela própria demissão. É muito mais cômodo colocarmos a culpa em alguém, assim, ela nunca será nossa.
Entretanto, uma das principais lições que esta crise tem nos ensinado é que devemos aproveitar a época das vacas gordas para nos preparar para as vacas magras, pois mais cedo ou mais tarde, elas chegarão.
Quem utilizou os recursos adquiridos com o bom desempenho econômico do Brasil há alguns anos para se preparar para o momento atual, está pronto para enfrentar a crise tanto em termos financeiros quanto de qualificação profissional. Já quem preferiu dormir sobre os louros da vitória pensando que a época de bonança duraria para sempre hoje está pagando - com juros e correção monetária - pelos erros do passado.
O mundo não vai acabar! Da mesma forma que depois da época de vacas gordas vem a de vacas magras, depois das magras, vacas gordas virão. Só espero que da próxima vez, você saiba aproveitar o período de bonança para se preparar para adequadamente para a próxima crise. Pois se existe uma certeza em se tratando de economia é que as crises acontecem periodicamente. Não podemos evitá-las. A única coisa que podemos - e devemos – fazer é nos preparar para elas.
Você está preparado?
O autor: Samuel Magalhães é Consultor Financeiro, Palestrante e Fundador do Portal www.invistafacil.com.



quinta-feira, 9 de julho de 2015

QUAL A SUA MENTALIDADE FINANCEIRA?

A palavra dinheiro tem muitos significados. Significados diferentes para pessoas diferentes. Mas uma coisa é comum a quase todo mundo: a necessidade de dinheiro. Quer seja para fazer as compras do supermercado, pagar a prestação da casa e do carro ou fazer à tão sonhada viagem, fato é que precisamos de capital para realizar nossas necessidades. O que muitas pessoas não se dão conta é que um dos fatores fundamentais para o nosso sucesso financeiro é nossa mentalidade financeira. Ou seja, nosso modelo mental de dinheiro: o que pensamos sobre dinheiro e as pessoas que o possuem.
Reflita um pouco e seja sincero na resposta- afinal, só você estará ouvindo-: qual imagem você tem de pessoas ricas? Quando você pensa em um empresário bem-sucedido, que imagem te vem à mente?  Como é essa pessoa? Será que é uma boa pessoa? Ou não? Será que contribuem para a sociedade? Ou será que mais a prejudicam? São pessoas generosas ou gananciosas? O mundo seria melhor ou pior sem eles?
Assustou-se com as respostas? Elas te darão uma mostra de como você vê essas pessoas. É a partir daí, que você saberá como anda sua mentalidade financeira. Por que é preciso saber disso? A esmagadora maioria da população tem uma mentalidade negativa sobre riqueza. Boa parte delas nem se dá conta disso. São essas pessoas que nunca dão passagem para carros de luxo no trânsito e olham atravessado quando alguém bem vestido adentra ao mesmo recinto. Elas fazem isso inconscientemente.
Mudar nossa visão sobre dinheiro é o primeiro passo para que ele comece a entrar na nossa vida. Toda realização no plano físico, começa com seu equivalente psicológico. Ou seja, se você espera ter mais dinheiro em sua vida, precisa primeiro ter uma visão positiva sobre a riqueza, pensando nos benefícios que ele proporcionará para você e para a sociedade. Somente a partir daí, o fluxo do dinheiro caminhará em sua direção. Como você espera ter dinheiro se vê as pessoas que o possuem como a escória da sociedade? Pense assim e ele nunca chegará até você. Mude seu pensamento e terá dado o primeiro passo para mudar sua história financeira.
Quando questionadas sobre como as pessoas veem o dinheiro, todas respondem que é algo muito bom, que o querem para sua vida. Dizem que os recursos financeiros são fundamentais para seu bem-estar e felicidade. Porém, quando peço para responderem as perguntas do questionário acima, elas ficam chocadas. Surpreendem-se com as próprias respostas. Somente aí é que se dão conta do modelo negativo que carregaram a vida toda sobre riqueza. Como você quer fazer parte do clube dos ricos se pensa mal deles?
Não estou aqui para defender as pessoas ricas. Da mesma maneira que existe um monte de gente pobre que não vale o que tem no bolso, existe um monte de gente rica que também não vale lá muita coisa. O que você precisa entender é que a riqueza em si não é boa nem ruim. Porém, ela potencializa o caráter das pessoas que a possuem. Se você for uma pessoa generosa, a riqueza te tornará ainda mais generoso. Se você for uma pessoa egoísta, ela te tornará ainda mais egoísta.
Amplie seus horizontes e desenvolva uma nova mentalidade financeira. Assim, você irá trabalhar seu inconsciente para aceitar de bom grado o fluxo de dinheiro para a sua vida, ao invés de afastá-lo de você devido a um modelo mental distorcido.

O autor: Samuel Magalhães é Consultor Financeiro, Palestrante e Fundador do Portal www.invistafacil.com

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