quinta-feira, 17 de setembro de 2015

VOCÊ CONHECE NOSSA BOLSA?

Nossa Bolsa de Valores, a BMF Bovespa – assim denominada devido à união da Bolsa de Mercadorias e Futuros, que negociava commodities agrícolas e operações com derivativos financeiros e a Bolsa de Valores de São Paulo, que negociava ações- é o ambiente onde são negociadas as ações das empresas de capital aberto e outros ativos.
Pessoas que querem se desfazer de suas ações recorrem à Bolsa para encontrar as que querem comprar tais ações. Vale ressaltar que atualmente isso ocorre através de plataformas virtuais cedidas pelas corretoras - os home brokers- e não mais no ambiente físico onde antigamente ocorria o pregão presencial.
Nosso mercado de capitais opera exatamente como qualquer outro do mundo. Funciona como um shopping center ou como a feira perto da sua casa. Existem pessoas que vão para vender e pessoas que vão para comprar. A única diferença é que ao invés de camisas, sapatos, televisores e frutas, as pessoas compram e vendem produtos financeiros.
 Assim como na feira, os produtos que possuem muita demanda e pouca oferta tem seus preços elevados. Se existe muita gente comprando uma ação e pouca gente vendendo, o preço sobe. Se existe pouca gente comprando e muita gente vendendo, o preço cai, simples assim. Ou seja, é a eterna lei da oferta e da procura regendo o mercado.
O mercado de capitais é fundamental para a economia de qualquer país, pois é através dele que milhares de empregos são gerados, recursos são investidos na economia, as empresas melhoram suas praticas de gestão e transparência, proporcionando benefícios tanto para seus acionistas como para a sociedade de uma maneira geral.
Quando você investe seu dinheiro em alguma empresa, estará se tornando sócio da mesma, com a participação equivalente ao montante de ações que adquiriu. Se você acredita que seu país vai crescer e que a economia e as empresas irão prosperar, a Bolsa é um ótimo local para aplicar seus recursos. Afinal de contas, nada melhor do que fazer parte da economia se quiser usufruir dos benefícios do seu crescimento.
Por tudo isso que já falamos e por outra infinidade de motivos que não caberiam neste artigo, afirmo com a convicção de um aficionado por economia, investimentos e mercado de capitais: “Precisamos conhecer melhor a Bolsa de Valores”.
Somente assim atribuiremos a ela sua real importância e, principalmente, teremos o conhecimento necessário para investir evitando os erros que a maioria dos investidores despreparados comete.
Antes de querer sair investindo seus recursos, procure conhecer um pouco melhor o funcionamento da Bolsa. Tenho certeza que isso irá ampliar seus horizontes para novas possibilidades e te ajudar a ser um investidor bem sucedido.

Samuel Magalhães é Consultor Financeiro, Palestrante, fundador do Portal www.invistafacil.com e do instagram @oinvestidor.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

VOCÊ SABE O QUE É UMA AÇÃO?

Conversando com algumas pessoas, nos últimos dias, tenho percebido que, apesar do interesse em investir seu capital na Bolsa de Valores, falta-lhes o conhecimento de conceitos básicos. Pensando nisso, resolvi escrever este artigo.
Para se ganhar dinheiro, quer seja na Bolsa, quer seja com qualquer outra espécie de investimento, faz-se necessário primeiramente entender as premissas básicas do mercado no qual se pretende investir. Em que ele se baseia? Como ele funciona? Quais seus custos? Quais os prós e os contras deste mercado?
Isso tudo pode parecer básico e realmente o é. Entretanto, o sem número de investidores que perdem dinheiro em tal mercado nos faz crer que muitas vezes as perguntas acima não foram respondidas antes de se iniciar no mundo dos investimentos.
Uma ação nada mais é do que a menor fração de uma empresa. Ou seja, no momento em que você adquire uma ação de determinada companhia, você passa a ser sócio dela, tendo direito a receber seus dividendos, caso a empresa dê lucro e beneficiando-se da valorização das ações, caso isso ocorra.
Ainda não entendeu? Utilizemos um exemplo hipotético. Suponhamos que eu tenha uma padaria e queira me desfazer de parte daquele negocio. Neste caso, posso dividir a padaria em 100 cotas iguais – ou 100 ações – e cada cota correspondera a 1% da padaria. Se eu vender 50 ações, estarei me desfazendo da metade do meu negócio e o novo sócio terá direito a 50% dos lucros – ou eventuais prejuízos – da organização.
As ações da Petrobras, Vale, Banco do Brasil e outras são exatamente iguais as da minha padaria. Elas representam uma fração dessas empresas. Porém, por se tratarem de grandes corporações, o número de ações e os valores negociados são bem superiores a de uma simples empresa privada. Financeiramente, não podemos comparar uma empresa que fatura bilhões de reais, tem dezenas de milhares de funcionários com uma simples loja de esquina. Mas em se tratando da lógica por trás do negócio, o funcionamento é exatamente o mesmo. Ter uma ação de uma padaria te torna sócio da padaria e ter uma ação da Petrobras te torna sócio da Petrobras.
A grande diferença, neste caso, é que, em se tratando de uma empresa listada na Bolsa de Valores, você não irá responder por eventuais prejuízos, por se tratar de uma Sociedade Anônima. Diferentemente do que ocorre em uma Sociedade Limitada, por exemplo.
Além disso, quando você é sócio majoritário de um negócio, independentemente de qual seja ele, é bem provável que você precise atuar no dia a dia da empresa para fazer as coisas acontecerem, afinal, a sua empresa depende de você.
Tirando essas nuances que diferenciam uma grande empresa de uma empresa menor, uma ação possui o mesmo significado em ambos os casos, te tornar sócio de um negócio e poder se beneficiar com o crescimento dele.

Samuel Magalhães é Consultor Financeiro, Palestrante, fundador do Portal www.invistafacil.com e do instagram @oinvestidor.

O PIOR ESTÁ POR VIR

Quem acompanha o Mercado Financeiro global tem visto, nos últimos dias, as Bolsas de Valores mundo a fora enfrentarem grandes solavancos. Queda no preço do barril de petróleo, alta do dólar, elevação da taxa de juros americana, bolha financeira e imobiliária na China, tudo é motivo para levar a cotação das ações a sofrerem excessiva volatilidade.
Não bastasse a crise político-econômica pela qual estamos passando em solo brasileiro, agora teremos que superar também uma crise internacional que, ao que tudo indica, não é de pequenas proporções e , muito menos, deve acabar tão cedo.
Para quem achava que estávamos no fundo do poço, sinto em informar que o poço é mais fundo do que imaginávamos. Em bom português, o que era ruim pode ficar ainda pior. E, acredite você ou não, não há nada tão ruim que não possa ser piorado. Nos próximos meses, o povo brasileiro sentirá isso na pele, em especial os investidores.
Infelizmente, vivemos num país em que a educação é para lá de precária. E quando tratamos de educação financeira, a situação se torna ainda mais calamitosa. Orçamento, planejamento financeiro, investimento...nada disso faz parte do cotidiano da esmagadora maioria da população.
A ignorância é um dos componentes mais democráticos da nossa nação. Atinge brancos e negros, ricos e pobres, quem não consegue nem pagar as contas e quem tem dinheiro sobrando para investir.
Estamos vivenciando um momento de turbulência financeira, o que só tende a piorar nas próximas semanas. Para quem tem um pouco mais de conhecimento sobre as alternativas de investimento disponíveis, em especial na Bolsa de Valores, esse é um momento de grandes oportunidades.
Entretanto, o nível de conhecimento do investidor brasileiro acerca do Mercado Financeiro e suas alternativas de investimento são para lá de limitados, o que implica não apenas deixar de aproveitar as boas oportunidades que sempre surgem em momentos adversos, como também tomar decisões equivocadas e acabar obtendo prejuízos em suas aplicações.
Quer você tenha capital aplicado ou disponível para aplicar, essa é a hora de usar mais a razão e menos a emoção ao tomar suas decisões de investimento. E isso só é possível com uma boa dose de conhecimento, caso contrário, você não conseguirá enxergar os riscos e, muito menos as oportunidades por eles trazidas.
Vivenciei a crise do Subprime americano, em 2008, de perto. Mais de perto do que eu gostaria, para ser sincero. Naquela época, eu era um investidor iniciante e, como tal, não estava preparado para o que estava por vir. Resultado? Vi meu patrimônio evaporar em questão de semanas.
De 2008 para cá muita coisa mudou, mas uma verdade permanece a mesma. As crises são o pesadelo dos ignorantes e o sonho dos sábios. Para quem tem capital disponível para investir e sabe como utilizar esse dinheiro, momentos de pânico como o que estamos começando a vivenciar são um prato cheio. Já para os demais, o pesadelo está só começando!

Samuel Magalhães é Consultor Financeiro, Palestrante, fundador do Portal www.invistafacil.com e do instagram @oinvestidor.

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