quinta-feira, 29 de outubro de 2015

TÃO IMPORTANTE QUANTO PLANEJAR É EXECUTAR

Em artigos anteriores, já falamos exaustivamente a respeito do planejamento e sua importância para a vida financeira das pessoas. Mostramos aqui, através de exemplos práticos, de que forma o bom planejamento pode auxiliar a construção de um futuro mais próspero.
Hoje, porém, vamos deixar esse tema de lado e falar de algo tão relevante quanto: a execução. Planejar é importante, planejar ajuda, mas planejamento sem execução é perda de tempo. Por isso, senti-me na obrigação de, após tantos artigos dissertando sobre o planejamento, escrever um que abordasse o passo seguinte.
Em se tratando de finanças, as pessoas costumam cometer dois erros básicos. O primeiro é não planejar sua vida financeira, seu orçamento, suas decisões de consumo, suas metas, etc. E o segundo erro é não executar o planejamento quando esse é feito.
Agora me responda, qual a diferença entre não elaborar um plano e elaborar um plano e não executá-lo? Isso mesmo: nenhuma! Quem não coloca em prática aquilo que planejou está fadado a ter os mesmos problemas que aquele que nem sequer se deu a esse trabalho.
Evidentemente, entre o ato de planejar e o de executar esse planejamento existe uma série de variáveis. Muitas vezes, pode ser que as coisas não saiam exatamente como você gostaria. É bem possível que alguns aspectos fujam do seu controle e que você precise reformular aquilo que já havia planejado, afinal de contas, imprevistos surgem em todas as áreas da vida, com as finanças não seria diferente.
Independentemente de qualquer variável, o importante é que você possa efetivamente executar o seu planejamento. Por mais que ele tenha sofrido modificações, por mais que você não possa fazer tudo que deveria, nem da maneira que deveria, o importante é fazer.
Como diria o ditado: “O feito é melhor do que o perfeito.” E já que a perfeição é uma utopia, cabe a nós executar da melhor maneira possível, com os recursos que temos disponíveis, o nosso planejamento. Mas nunca, jamais, em hipótese alguma, abra mão dessa execução.
É possível alcançar o sucesso financeiro sem se planejar, mas impossível alcançá-lo sem pôr a mão na massa. Tentar, errar, aprender, aperfeiçoar e, dessa forma, ir melhorando a gestão da sua vida financeira.
Se suas finanças estão uma bagunça, chegou a hora de mudar isso de uma vez por todas. Tire um tempo para colocar a casa em ordem e planejar seu futuro financeiro. Mas não se esqueça, o mais importante é o que virá depois disso, quando você começará, enfim a realizar aquilo que planejou.

Samuel Magalhães é Consultor Financeiro, Palestrante, fundador do Portal www.invistafacil.com e do instagram @oinvestidor.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

SEJA UM CINETISTA DOS INVESTIMENTOS

Diariamente, pessoas que investem ou pretendem investir me procuram para tirar dúvidas e pedir orientações sobre investimentos. A maioria delas ainda não tem muita familiaridade com o mercado financeiro e querem saber como devem agir, o que devem fazer para obter sucesso nessa empreitada.
Uma das analogias que eu gosto de usar para tentar exemplificar de forma clara e eficaz o que elas devem fazer para atingir esse objetivo é a analogia do cientista. Um investidor tem que agir como um cientista.
Um cientista nunca se contenta com o conhecimento que tem, nem com os feitos realizados.Não importa quão longe ele tenha chegado ou quão famoso ou rico ele tenha ficado por suas descobertas, o cientista está sempre aprendendo com o que já fez e em busca de criar soluções ainda mais relevantes no futuro.
Para isso, ele pesquisa, analisa, testa, retesta, erra, aprende, erra de novo, aprende mais uma vez e assim, de erro em erro, de aprendizado em aprendizado, ele vai se tornando um cientista cada vez melhor e, por conseguinte, obtendo resultados cada vez melhores.
Não importa quantos anos de experiência um cientista tenha, nem mesmo quantos mestrados, doutorados e pós-doutorados. Um bom cientista sabe que não importa o quanto ele sabe, ainda resta muito a saber.
Mais do que um sábio, um cientista é, acima de tudo, um grande aprendiz! Ele aprende com os próprios erros, aprende com os erros dos outros e, pasme você, consegue aprender até mesmo quando acerta.
Para se tornar um bom investidor você precisa agir da mesma maneira que os cientistas. Tentando, errando e aprendendo. Aos poucos, você perceberá que esse aprendizado te tornará um investidor mais competente. E investidores competentes ganham mais dinheiro do que aqueles que são medianos, afinal, esses, muitas vezes, nem dinheiro ganham.
Assim como tudo na vida, ser bom em alguma coisa requer esforço. Para se tornar um bom investidor, você precisa dedicar seu tempo a aperfeiçoar-se na área. Da mesma forma que um cientista não nasce pronto, um investidor também não. A diferença é que as pessoas acham que pelo fato de investir não ser sua profissão, elas não precisam se dedicar aquilo. Errado!
Seu sucesso nos investimentos dependerá do seu desenvolvimento enquanto investidor e a melhor maneira de você conseguir ser um grande investidor é seguindo a mesma trilha que um cientista segue.
Seja um cientista dos investimentos. Você perceberá como isso irá te ajudar a investir seu dinheiro de maneira correta e, consequentemente, obter os resultados almejados. Só não esqueça de fazer o que os grandes cientistas sempre fazem: Tentar, errar, aprender...e ganhar dinheiro ao longo do caminho.

Samuel Magalhães é Consultor Financeiro, Palestrante, fundador do Portal www.invistafacil.com e do instagram @oinvestidor.

COMPRAR OU NÃO COMPRAR?

Quem nunca contraiu uma dívida que jogue a primeira pedra! Vivemos na sociedade do consumo. Na televisão, nos jornais, rádios, outdoors e ultimamente até em elevadores e banheiros de estabelecimentos comerciais, deparamo-nos com a tal da propaganda.
É bem verdade que esse excesso de divulgação, apesar de gerar uma grande poluição visual e sonora à cidade, acaba surtindo cada vez menos efeito nas nossas decisões de compra. É tanta mídia que já estamos blindados da maioria dos comerciais. Os outdoors agora já fazem parte do visual da cidade, e como tal, acabam passando despercebidos, afinal, são só mais um elemento da nossa paisagem urbana.
Percebendo que a publicidade tradicional já não estava surtindo o efeito de outrora, os publicitários não perderam tempo e trataram de encontrar novos meios para fisgar os consumidores. Eis então que surge o marketing digital para revolucionar o mercado de publicidade. Eu te deixo então uma pergunta: Qual foi a última vez que um outdoor influenciou sua decisão de compra? E qual foi a última vez que o Google fez isso? A bola da vez parece ser realmente o marketing digital.
Surgiu o jornal, daí surgiu a publicidade em jornal; surgiu o rádio, eis que surge a publicidade em rádio; com a tv aconteceu da mesma forma; e agora com a internet; e no futuro com algum outro veículo que venha a surgir e que possa veicular um anúncio, acredite, a propaganda estará lá a sua espera. Pode mudar o tipo, o formato, mas ela estará lá, ávida para influenciá-lo a gastar o dinheiro que tem...e o que não tem , com o que ela estiver vendendo, quer você precise disso ou não.
Tornamo-nos a sociedade do consumo. Com isso, além da pressão da mídia, existe também uma pressão social para estarmos sempre na moda. O celular de última geração, o carro do ano, a roupa da coleção nova. E aí, meu amigo, não tem bolso que aguente. Resultado? Dívidas, dívidas e mais dívidas.
Não é fácil resistir aos impulsos de compra quando se vive em uma sociedade capitalista. Eu sei disso e você, com certeza, também sabe. Entretanto, não podemos deixar os marqueteiros de plantão – por melhor que eles sejam – decidir como, quando, onde e com o que iremos gastar nosso precioso dinheiro.
Comprar é bom e todo mundo gosta, mas como tudo na vida, comprar em excesso pode causar graves danos à sua saúde financeira. Portanto, da próxima vez que se deparar com um anúncio que chame sua atenção e que você se sinta tentado a comprar, pense se aquela é mesmo a decisão mais correta.
O prazer de uma compra dura pouco tempo, mas os problemas gerados por ela podem durar uma eternidade. Lembre-se: dinheiro que você gasta hoje com o que não precisa fará falta amanhã para coisas que você precisa.

Samuel Magalhães é Consultor Financeiro, Palestrante, fundador do Portal www.invistafacil.com e do instagram @oinvestidor.

A CAÇADA AO TESOURO

Na minha infância, um dos meus programas prediletos era assistir à Sessão da Tarde na Globo. Ok, ok, pode não parecer uma maravilha hoje, mas na época era bem legal. Apesar de ter assistido à Lagoa Azul - quase por obrigação - algumas dezenas de vezes,  na maioria dos dias eu dava sorte e eles transmitiam algum filme que me interessasse.
Na época, os gêneros que eu mais gostava eram ação e aventura. Por aí, acho que você já pode imaginar meus ídolos de infância e os filmes que eu mais assistia. Dentre eles, um dos preferidos era Indiana Jones. Apesar de não ter tanta ação quanto um fime do Rambo, as incansáveis “buscas pelo tesouro” sempre chamavam minha atenção.
Quase vinte anos depois, percebo que os tesouros caçados por Harrison Ford não eram apenas “coisa de filme”, muito menos algo apenas para entreter crianças e adolescentes mundo a fora. O tesouro existe sim e é bem real.
Cada um de nós, à nossa maneira de viver e enxergar o mundo, buscamos nossos tesouros particulares. Cada um tem dentro de si um Indiana Jones que precisa enfrentar inúmeros obstáculos em jornadas para lá de desafiadoras até finalmente encontrar o grande tesouro que, em geral, responde pelo nome de dinheiro.
Todos nós, em maior ou menor grau, buscamos por esse tesouro. Afinal de contas, nada mais natural para quem vive em uma sociedade capitalista. O que, infelizmente, a maioria de nós não se dá conta é que, assim como nos filmes de Indiana Jones, a melhor parte não é encontrar o Tesouro em si, mas sim vencer os desafios que aparecem à nossa frente ao longo da jornada. A graça está no caminho percorrido e não em chegar ao destino final.
Depositamos nossas esperanças de alegria e realização de vida em uma conta bancária gorda, carros importados, casas de luxo. Quanto a isso, nenhum problema. O grande problema é que enxergamos tudo que precisamos fazer até alcançar esses objetivos como sacrifício e não como diversão.
Assim como no filme, devemos enxergar o caminho a ser percorrido como uma grande aventura e não uma seção de tortura que a vida nos impõe antes de alcançarmos o tesouro da felicidade.
A vida é curta demais para não ser curtida. E tenha a certeza que mesmo após você conquistar todos os bens matérias que no começo você achava que iriam te trazer felicidade, você ainda não será uma pessoa feliz. Simplesmente porque por maior que tenha sido nosso êxito financeiro, quando depositamos nossa esperança de realização no dinheiro nós nunca teremos o bastante.
O que a maioria de nós passa a vida sem descobrir é que o grande tesouro não está nas grandes conquistas materiais, nem mesmo em chegar ao destino final com uma conta bancária polpuda, mas simplesmente nas pequenas vitórias e nos desafios que vencemos dia após dia.

Samuel Magalhães é Consultor Financeiro, Palestrante, fundador do Portal www.invistafacil.com e do instagram @oinvestidor.

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