terça-feira, 5 de julho de 2016

QUANTO CUSTA TER UM FILHO?

A cada ano, o número de filhos das famílias brasileiras vem diminuindo. Famílias com três ou quatro filhos ficaram, definitivamente, no passado. No cenário atual, ter um filho já é sinal de coragem, ter dois então, nem se fala!
Se pararmos para analisar, essa modificação demográfica tem uma série de causas e uma delas é a financeira. Ter um filho implica muitas responsabilidades: educar, brincar, acompanhar, alimentar e por aí vai.
Para a maioria dessas necessidades, de uma maneira ou de outra, são necessários recursos financeiros. Tudo custa dinheiro. Babá, escola, fralda, leite, plano de saúde, brinquedos... para onde se olhar existe um gasto embutido.
Some-se a isso os gastos que se tem com enxoval, pré-natal e, muitas vezes, a necessidade da troca do carro ou da casa por uma maior que comporte o novo integrante da família. Ter filho não é brincadeira. Custa caro... muito caro.
Um estudo realizado pelo INVENT – Instituto Nacional de Vendas e Trade Marketing – pesquisando mais de trezentas famílias chegou aos valores. Se você achava que era caro ter filho, agora saberá exatamente o quão caro é.
Dos 0 aos 23 anos, um filho custa: para famílias com renda mensal de até R$2 mil, R$53,7 mil; para famílias com renda entre R$2 mil e R$6 mil, R$407,1 mil; para famílias com renda entre R$6 mil e R$25 mil por mês, R$948,1 mil; e para famílias com renda superior a R$25 mil mensais, esse valor pode ultrapassar os R$2 milhões!
Se R$1 milhão já é dinheiro que não acaba mais, imagina R$2 milhões.
Números como esses explicam porque o mercado pet tem crescido tanto nos últimos anos. Afinal de contas, não é todo mundo que está disposto a gastar – ou investir – uma pequena fortuna em um novo membro familiar.
Pelo amor de Deus, não estou dizendo para você abrir mão de um filho para comprar um cachorro. Jamais diria isso! A mensagem que este artigo quer passar é uma só: filho custa caro e como tudo que é caro e queremos ter em nossa vida, devemos planejar da maneira adequada para termos condições de realizar nossos sonhos.
Além do planejamento financeiro, a chegada de um filho também implica em um planejamento de carreira. Afinal, é provável que após o nascimento da criança, a carga-horária dos pais dedicada ao trabalho diminua, o que pode implicar perda na renda ou dificuldades em ascender profissionalmente.
Ter filhos é uma escolha. Não uma escolha financeira, mas sim uma escolha de vida. Um filho é uma parte de você que vai ficar para perpetuar seus ensinamentos, seus valores, a mensagem que você quer deixar ao mundo. O filho é o legado que deixamos para a posteridade.
Portanto, se você está pensando em ter um filho, a palavra de ordem é planejamento.
Ser pai ou mãe é uma das coisas que não tem preço, mas certamente tem um valor enorme!
Samuel Magalhães é Coach especializado em Finanças e Negócios e fundador do Portal www.invistafacil.com.



PARE DE RECLAMAR!

Semana passada, fui dar uma entrevista em uma emissora de televisão local. Ao chegar lá, me deparei com o Cláudio, um para atleta de triátlon que foi ao programa levar a tocha olímpica e contar um pouco da sua história.
Cláudio sofreu de paralisia infantil. Ficou sem andar dos dois aos dez anos de idade. Enfrentou incontáveis dificuldades ao longo da vida, mas conseguiu vencê-las. Atualmente, Cláudio corre suas maratonas de muletas. Para quem morre de preguiça de ir à academia - como eu - saber daquilo foi um tapa na cara.
Ao término do programa, fui até Cláudio para conhecer mais um pouco daquele ser humano incrível. Solicitei que gravasse um vídeo para compartilhar com meus seguidores e ele, muito solícito, aceitou prontamente.
No vídeo, Cláudio finaliza com as seguintes palavras: “Todos nós temos problemas. Eu aprendi a superá-los! Se você acha que por causa de um probleminha você pode desistir dos seus sonhos, você nunca chegará a lugar algum.”.
Essas palavras mexeram comigo e, tenho certeza, com quem teve oportunidade de ouvi-las da boca dele. Instantaneamente, sabia que estava ali o tema para o meu artigo da semana.
As palavras de Cláudio valem para o esporte, para a vida e para as nossas finanças. Não importa se você é rico ou pobre; se é solteiro ou casado; se não tem filhos ou tem uma penca deles; se tem um emprego, dois empregos ou se nem emprego você tem; não importa se você é patrão ou empregado. Nada disso tem a menor importância, pois, independente da sua situação, uma coisa é certa: você terá problemas.
A chave para atingirmos nossos objetivos é sermos mais fortes que eles. A propósito, quem está dizendo isso não sou eu, mas sim alguém que ficou oito anos sem andar, vem de uma família humilde e hoje viaja o mundo inteiro competindo. Alguém que sabe a dificuldade que é correr, nadar e pedalar praticamente com uma perna só.
Muitas vezes, tendemos a nos deixar abater pelas dificuldades do dia a dia. Problemas com o chefe, com os clientes, com os colegas de trabalho. Contas demais para pagar e dinheiro de menos para pagá-las.
Mais cedo ou mais tarde, todos nós iremos vivenciar experiências como essas. E sabe de uma coisa, é bom que as vivamos, pois assim passamos a valorizar mais nossas conquistas profissionais, financeiras e todas as outras que almejamos para nossa vida.
Os problemas podem te levar para o fundo do posso ou te preparar para sair dele o quanto antes. A decisão está nas suas mãos. Por isso, da próxima vez que se deparar com uma dificuldade, reflita sobre ela e decida como irá encará-la.
Fugir não é uma opção! Ou você se torna mais forte que ela, ou ela  se tornará mais forte que você. O que você escolhe?
Fale com o autor: contato@samuelmagalhaes.com.br.

Samuel Magalhães é Coach especializado em Finanças e Negócios e fundador do Portal www.invistafacil.com.

O BARATO PODE CUSTAR CARO!

Quer seja para a sua empresa ou para você, cercar-se de profissionais competentes é imprescindível para que consiga atingir seus objetivos.
Contadores, advogados, consultores, coaches... independente do profissional em questão, contar com alguém de know-how para te assessorar a solucionar determinado problema faz uma grande diferença nos seus resultados.
Enquanto consumidores, temos uma tendência natural a procurar pelo mais barato. Uma atitude que é perigosa quando se trata de produtos e ainda mais perigosa quando se trata de serviços.
Ser parcimonioso nas nossas decisões financeiras é sempre importante e agora, talvez seja mais importante do que nunca. Entretanto, o que tenho visto é que, utilizando-se do pretexto da escassez de recursos, muita gente tem preferido contratar a mão-de-obra mais barata em detrimento da mais qualificada.
Sei que, à primeira vista, essa pode parecer uma decisão correta, afinal de contas, é hora de reduzir despesas. Entretanto, o que precisamos entender é que impacto terá para nós, nossas empresas e nossos resultados essa migração que estamos fazendo, trocando o bom pelo barato.
Tendemos a analisar o caro ou barato unicamente por um prisma: o monetário. Se o profissional A me cobra X e o profissional B me cobra 2X, o profissional A é mais barato que o B. Será?
Caro e barato é percepção de valor e, no meu entendimento, existe uma coisa que precisa ser analisada antes de rotularmos um serviço: os benefícios que eles nos trarão.
Que resultados irei obter com o profissional A? E com o B? Se, após analisar os resultados que  espera que tais profissionais agreguem à você ou sua empresa, você chega à conclusão de que não existirá diferença ou que a diferença é tão pequena que realmente compensa contratar quem cobrou menos, faça isso. Afinal, seria burrice pagar a mais sem receber nada ou quase nada em troca.
No entanto, ao fazer essa análise, você irá perceber que, muitas vezes, aquele profissional “mais em conta”, cobra menos porque sabe menos, porque tem uma estrutura de suporte menor, porque tem menos experiência e, provavelmente, porque entrega menos resultados.
Não estou dizendo isso para você demitir todos os profissionais terceirizados que prestam serviços para você e ir em busca dos mais caros. Definitivamente, não foi isso que eu disse.
O que eu disse foi, simplesmente, para você não trocar um profissional de ótima qualidade que te presta um ótimo serviço e entrega ótimos resultados por um profissional mediano, apenas porque esse cobra 20, 30 ou 50% a menos.
Lembre-se, antes de rotular algum profissional ou a prestação de algum serviço de caro ou barato, além do preço, você precisa analisar o que irá receber em troca da remuneração. Que benefícios e soluções cada um deles irá te gerar. Aí então, poderá decidir quem melhor atende as suas necessidades. Mas lembre-se: o caro pode sair barato e o barato pode custar caro.
Fale com o autor: contato@samuelmagalhaes.com.br.
Samuel Magalhães é Coach especializado em Finanças e Negócios e fundador do Portal www.invistafacil.com.



PARA ECONOMIZAR É PRECISO GASTAR!

Sei o que você deve estar pensando: “O Samuel enlouqueceu! Que título mais absurdo o deste artigo!”. Ok, ok, concordo que o título não é lá dos mais tradicionais. Mas ao contrário do que você está pensando, não, eu não enlouqueci! Ainda não, pelo menos.
Quando falamos em economia, a primeira coisa que vem à nossa mente, de maneira até inconsciente, é a redução de gastos. Nada mais natural, afinal, para poupar é preciso fazer sobrar e uma das melhores maneiras de se fazer isso é reduzindo alguns gastos.
“Samuel, no título, você disse que para economizar é preciso gastar, agora está dizendo que é preciso poupar. Decida-se, ou um ou outro! Qual dos dois está correto?”
Os dois! Você já entenderá o motivo.
Quando eu falo que para economizar é preciso gastar, estou me referindo a gastos específicos que, apesar de representarem um custo para o orçamento doméstico, representam uma economia a médio e longo prazo para seu bolso.
Vejamos as lâmpadas, por exemplo. Uma lâmpada de LED é substancialmente mais cara que uma incandescente ou mesmo que uma fluorescente. Portanto, para trocar a iluminação da sua casa ou empresa, você terá que gastar, correto?
No entanto, além dos benefícios que você trará para o meio-ambiente por ter escolhido uma iluminação mais sustentável, você poderá ter uma redução do consumo das lâmpadas de até noventa por cento. Uma bela economia para o seu bolso, não?
O mesmo vale para nossos carros. Não temos uma cultura de prevenir, mas sim de remediar, o que faz com que só pensemos em cuidar do carro depois que não nos resta outra opção a não ser levá-lo a uma oficina.
Fazer manutenção preventiva, alinhamento, balanceamento, tudo isso representa um custo, porém um custo que irá gerar uma economia futura ao aumentar a vida útil do nosso veículo e evitar que o mesmo tenha problemas mais graves e caros para se solucionar.
Esse mesmo conceito pode ser aplicado à nossa saúde. Se você já foi à seção de alimentos orgânicos no supermercado deve ter reparado que os preços são bem superiores aos outros tipos de alimento. No entanto, por se tratarem de alimentos mais saudáveis, esse gasto a mais que estamos tendo ao comprar a feira do mês, pode nos dar alguns anos a mais de vida no futuro, sem falar na melhoria da qualidade de vida que percebemos no presente.
Quanto isso custa? Não sei! Mas de uma coisa eu tenho certeza, esse é um gasto que vale a pena se ter, afinal, saúde não tem preço!
Economizar é um dos principais pilares para uma vida financeira saudável. No entanto, como pudemos ver, algumas economias precisam de um gasto – ou investimento – inicial. Ter essa consciência é fundamental para tomar decisões financeiras corretas.
Se for para economizar, não tenha pena de gastar! Bons gastos! Boa economia!
Samuel Magalhães é Consultor especializado em Finanças e Negócios e fundador do Portal www.invistafacil.com.

     

ACABE COM A MIOPIA FINANCEIRA!

Quem tem dívidas tem problemas! E quando temos um problema não conseguimos pensar em outra coisa, senão nele. Não temos olhos para mais nada, a não ser para o tal do problema. Dessa forma, criamos uma espécie de miopia financeira, aonde a única coisa que enxergamos são as nossas dívidas.
Como diriam os estudiosos da física quântica, tudo em que focamos, expande. Se focarmos nos problemas a única coisa que conseguiremos é torná-los ainda maiores do que já são. Como fazer então para sair dessa situação tão incômoda sem ficarmos atormentados com tamanhas dificuldades?
Simples, devemos focar na solução! Veja, existe uma dívida a ser paga, já sabemos disso. Não importa se ela é gigante ou pequenininha. Se você pudesse pagar, já teria pagado. Se não pagou é porque não dispõe de recursos suficientes no momento para quitar este débito.
Um velho sábio disse certa vez: “O que não tem solução, solucionado está!”.  E eu concordo em gênero, número e grau com ele. Ou seja, se você acredita que seu caso é insolucionável, você já decidiu que não iria pagar o que deve e ponto final. A dor de cabeça deixou de ser sua e passou a ser dos seus credores. Se esse for o seu caso, só espero que não tenha contraído sua dívida com algum agiota.
Mas caso você acredite que, por mais calamitosa que seja sua situação, ela é solucionável, pare de pensar no problema e comece a pensar na solução. O problema você já conhece de cor e salteado. Pensar nele não irá resolvê-lo, pelo contrário, irá drenar suas energias que deveriam estar sendo utilizadas, adivinha aonde? Acertou, na solução!
Imagino que esse problema já venha se arrastando há algum tempo. Se até agora você não conseguiu resolvê-lo, não será fazendo as mesmas coisas que você já fez que irá mudar essa realidade. É preciso fazer algo diferente! Mudar o modo de pensar e, principalmente, o de agir!
Sair das dívidas requer esforço e esforço em dobro! É preciso se esforçar para ganhar mais e também para gastar menos. É o resultado desses esforços que irá te permitir ter o capital necessário para pagar o que deve.
Obviamente, não será em um mês que você irá resolver isso. Muitas vezes levará vários meses. Algumas vezes, pode levar até mais de ano.
O mundo das finanças pode ser meio perverso. Muitas vezes, o problema que você demorou um mês pra criar, precisa de anos para ser resolvido. Perder o controle financeiro pode custar muito caro, tanto em termos monetários quanto psicológicos.
Fato é: não adianta chorar o leite derramado! Pare de reclamar, de  se lamentar e comece a agir. Problemas não se resolvem por si só. É preciso que você tome uma atitude para que consiga solucioná-los o quanto antes.
Quanto mais tempo demorar, mais a dívida cresce e maiores serão as dificuldades na hora de solucioná-la. Não importa o tamanho do seu problema, a melhor hora para enfrentá-lo é agora. Portanto, pare de focar nas dívidas e  foque no que você fará para aumentar sua renda e diminuir seus gastos para quitá-la. Se você foi capaz de criar o problema, você também é capaz de solucioná-lo!
Fale com o autor: contato@samuelmagalhaes.com.br.

Samuel Magalhães é Coach especializado em Finanças e Negócios e fundador do Portal www.invistafacil.com.

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